Espada ou Curativo…
By rodrigo_aquino on set 27, 2009 with Comentários 0
Eu acabei de assistir a primeira temporada de Lost, produzida pelo nerd J. J. Abrams. Ok, eu sei que estou meio atrasado, mas em duas semanas eu chego ao final da quinta temporada…
Além de todos os mistérios que cercam as personagens perdidas na Ilha, chamou-me muito à atenção os flashbacks dos protagonistas que acompanhamos em cada episódio. Esses flashbacks além de nos revelar um pouco da vida de cada um, nos mostra o porque ele/a está agindo dessa maneira na Ilha, o porque reage dessa forma ao ouvir determinada frase ou conceito a seu respeito.
Geralmente, essas reações na Ilha eram fruto de alguma palavra dura que ouviram de alguém que amavam ou consideravam importante: vemos a patricinha que ouviu que nunca faria nada importante na vida, o roqueiro viciado que nunca cuidaria de ninguém, etc. Cada flashback visa explicar essas atitudes na Ilha, e geralmente essas ações, são reações ao que ouviram ao longo da vida.
Fiquei pensando sobre o poder das palavras[1]. Veio-me a mente alguns versículos de Provérbios e o quanto nossas palavras podem levantar ou derrubar alguém num momento delicado da vida, ou numa discussão. Elas podem ser conforto ou cacetada.
Vejamos algumas declarações de Provérbios (NVI):
“A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência.” – 10.11;
“Com a boca o ímpio pretende destruir o próximo,…” – 11.9;
“Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura[2]” – 12.18;
Existem muitos outros versículos na Bíblia nos orientando a esse respeito, mas creio que esses de Provérbios já bastam para nos deixar bem claro, que nós, justos em Cristo, somos convidados a fazer de nossas palavras medicina para os que precisam e não espada que ofende e mata. Em nossos relacionamentos as palavras fazem toda a diferença, constroem ou destroem. E como diz o ditado: “palavra falada é como pedra atirada, não volta mais”.
Não posso esquecer-me de falar da palavra de perdão, ela não irá apagar a ofensa proferida, mas restituirá o relacionamento.
Que possamos usar as palavras para construir pontes e não abismos.
“Dar resposta apropriada é motivo de alegria; e como é bom um conselho na hora certa!” – 15.23.
Por BibO
PS – em breve meu primeiro livro: Rascunhos da Alma: reflexões sobre espiritualidade cristã. Leia um capítulo aqui.
[1] Deixo bem claro que não penso em poder das palavras no sentido apresentado por Don Gossett em seu livro Há Poder em Suas Palavras.
[2] … mas a língua dos sábios é medicina – ARA.
Arquivado em: Blog do Bibo
Sobre o autor: Rodrigo de Aquino é formado em Teologia pela Faculdade Luterana de Teologia e licenciando em Filosofia. Atua no CEEDUC|Centro Evangélico de Educação e Cultura – Faculdade Refidim, como professor e pesquisador e no SETESC como professor convidado. É escritor do Blog www.ocioteologico.blogspot.com e também co-criador desse portal. Seu primeiro livro se chama: Rascunhos da Alma: reflexões sobre espiritualidade cristã.
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As pessoas que sabem que somos cristãos costumam medir mais ainda as nossas palavras, é como se o que falamos realmente seja sempre a verdade suprema e perfeita.
Muitas vezes nem damos conta que estamos incriminando alguém, ferindo e até mesmo os distanciando de Deus por não estarem nos conformes de nossas idéias. Mencionando palavras sem valor, enquanto nosso papel seria confortá-los e aproximá-los de Deus.