Sinceridade.
By vitor_hugo on fev 12, 2010 with Comentários 0
Não sei o que houve…
Desculpe-me, na verdade sei muito bem. Um vendaval levou para longe minha esperança. A minha natureza adâmica encarrega-se deste trabalho. Uma aflição que assola minha alma de dia e de noite. De todos os sentidos: o paladar azeda; a audição ensurdece; a visão escurece; o tato torna-se insensível: perco minha identidade. Minhas digitais derretem-se e escorrem entre meus dedos.
Ai de mim que ainda sigo este caminho!
Meus pés vacilantes desprezam o cansaço de espírito, e a verdade a respeito dos meus caminhos. Pudera eu voar até esgotar minhas forças física, e descansar debaixo de um pé de jacatirão. E com o que restar de meu fôlego, gritar pelo descanso dos mártires.
Traga a mim pão e água. Talvez o vento mude de direção, e traga consigo um gélido sussurro de sinceridade.
Oh! Deus.
Não há culpados, não há demônios. Há apenas um coração que tenta esconder-se da verdade. E como um soldado camuflado, tenta espreitar-se em meio ao caos do descaso e da mentira.
No campo da negligência…
Há somente um culpado, culpado este já justificado, porém, que ainda vive sobre a sombra do martelo inquisidor da razão e da consciência regenerada.
Falta-me sinceridade comigo mesmo.
Por Vitor Hugo.
Arquivado em: Espiritualidade • Vitor Hugo
Sobre o autor: Vitor Hugo da Silva, 27 anos; Um cristão que vive diariamente o velho dilema Paulino: "Miserável homem que sou!". Estudante de teologia no Centro Evangélico de Educação e Cultura - CEEDUC. Casado com Juliana, e papai da Gabriela. Serve como presbítero na Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Joinville; congregação do Porto Rico.
Comentários (0)
Deixe seu comentário | Trackback URL


“Minhas digitais derretem-se e escorrem entre meus dedos”
Meh, muito bom!!