Sinceridade.

ba0f15630dabf741f6283224fa03802134a6358bNão sei o que houve…

Desculpe-me, na verdade sei muito bem. Um vendaval levou para longe minha esperança. A minha natureza adâmica encarrega-se deste trabalho. Uma aflição que assola minha alma de dia e de noite. De todos os sentidos: o paladar azeda; a audição ensurdece; a visão escurece; o tato torna-se insensível: perco minha identidade. Minhas digitais derretem-se e escorrem entre meus dedos.

Ai de mim que ainda sigo este caminho!

Meus pés vacilantes desprezam o cansaço de espírito, e a verdade a respeito dos meus caminhos. Pudera eu voar até esgotar minhas forças física, e descansar debaixo de um pé de jacatirão. E com o que restar de meu fôlego, gritar pelo descanso dos mártires.

Traga a mim pão e água. Talvez o vento mude de direção, e traga consigo um gélido sussurro de sinceridade.

Oh! Deus.

Não há culpados, não há demônios. Há apenas um coração que tenta esconder-se da verdade. E como um soldado camuflado, tenta espreitar-se em meio ao caos do descaso e da mentira.

No campo da negligência…

Há somente um culpado, culpado este já justificado, porém, que ainda vive sobre a sombra do martelo inquisidor da razão e da consciência regenerada.

Falta-me sinceridade comigo mesmo.

Por Vitor Hugo.

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Sobre o autor: Vitor Hugo da Silva, 27 anos; Um cristão que vive diariamente o velho dilema Paulino: "Miserável homem que sou!". Estudante de teologia no Centro Evangélico de Educação e Cultura - CEEDUC. Casado com Juliana, e papai da Gabriela. Serve como presbítero na Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Joinville; congregação do Porto Rico.

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  1. Cami Monick disse:

    “Minhas digitais derretem-se e escorrem entre meus dedos”

    Meh, muito bom!!

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