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	<title>formulados.com.br &#187; Devocional Não Temas</title>
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		<title>Amor sem abracadabra</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 10:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Ovelha Magra]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Massolar]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem &#8220;bala bala macia&#8221;, nem &#8220;siri anda lá na praia&#8221;, muito menos &#8220;abracadabra&#8221;&#8230; se não tiver Amor serei semelhante ao som chato e solitário de um ferreiro moldando o aço ou o bronze.

E ainda que eu tivesse a capacidade extra-sensorial da cartomante ou do sábio, e conhecesse todas as formas de dobrar as forças da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nem &#8220;bala bala macia&#8221;, nem &#8220;siri anda lá na praia&#8221;, muito menos &#8220;abracadabra&#8221;&#8230; se não tiver Amor serei semelhante ao som chato e solitário de um ferreiro moldando o aço ou o bronze.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/solidariedade-social2.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-3706" title="solidariedade-social2" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/solidariedade-social2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E ainda que eu tivesse a capacidade extra-sensorial da cartomante ou do sábio, e conhecesse todas as formas de dobrar as forças da natureza, e ainda que tivesse todo o poder, de maneira tal que manipulasse poções, transportasse os montes e as pessoas apenas pela autoridade dos meus &#8220;atos proféticos&#8221; ou encantamentos, e não tivesse amor, nada seria. Ainda que eu pensasse ser alguma coisa&#8230; Nada seria&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E mesmo que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, vítimas de enchentes e terremotos, etíopes ou animais em extinção e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado vivo, mas fizesse todas estas coisas apenas para ser admirado ou até mesmo para tirar algum proveito, gerar mídia espontânea ou descontos no Imposto de Renda, nada disso me aproveitaria. Continuaria vazio&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O amor não é masoquista, mas é sofredor, é paradoxalmente bondoso quando recebe mal; o amor não é invejoso; o amor não dá as mãos com superficialidade, mas abraça calorosamente, se entrega e não fica de nariz em pé.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é a favor do escândalo, nem que sejam os escândalos vingados dos seus inimigos. O amor não se entrega somente por prazer, sem vínculo com a vida. É claro que o amor também está presente no ato sexual de quem e em quem há compromisso selado do tamanho da Vida, vivida em fidelidade. Mas ele, o amor, o verdadeiro amor, não pode ser simplesmente robotizado, embonecado, banalizado eroticamente. Não funciona assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Não busca os seus próprios interesses, não se encoleriza dramática e irreversivelmente, não levanta falso testemunho; não se entrega à injustiça, mas luta pela verdade;</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo sofre, calado às vezes, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Até o que nos parece mais insensato e digno de vingança é deixado pra lá e perdoado por amor.</p>
<p style="text-align: justify;">O amor nunca falha; nunca mesmo&#8230; mesmo que lhe pareça o contrário. Mas havendo prognósticos, bênçãos ou maldições ao futuro, serão desfeitos; havendo línguas angelicais, histéricas e descomprometidas com a verdade, se calarão; havendo conhecimento, qualquer conhecimento, será esquecido;</p>
<p style="text-align: justify;">Porque, em parte, conhecemos, e em parte nos tornamos &#8220;poderosos&#8221; e até &#8220;profetas&#8221;;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, quando vier Aquele que é perfeito, então o que o é pela metade será deixado de lado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino&#8230; queria ser bombeiro, astronauta, super-homem, mago, até mesmo bispo e apóstolo&#8230; Mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com estas brincadeiras de menino&#8230; e preferi ser apenas servo&#8230; do Amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque agora estamos diante de um enigma, ninguém realmente sabe como será o &#8220;futuro&#8221;, alguns desconfiam e palpitam fervorosamente sobre o que seja, tentam acertar ou descobrir como será, mas ninguém realmente sabe com certeza. Então chegará o dia quanto todos nós, pequenos e grandes, O veremos face a face; agora vemos apenas as sombras, mas já está vindo o dia que O conheceremos como se conhece o bom amigo, o amigo a quem contamos as coisas mais íntimas, os segredos mais guardados e nos recebe alegremente em sua casa. O amigo que conhecemos apenas pelo &#8220;alô!&#8221; ao telefone ou no olhar que esconde nosso segredo confiado em segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento ainda permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor amado de graça, sem fingimento e sem hipocrisia. O Amor que anda de mãos dadas com a bondade e a misericórdia todos os dias.</p>
<p style="text-align: justify;">O Deus que é Amor te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!</p>
<p style="text-align: justify;">(Texto baseado em I Coríntios 13)</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://ovelhamagra.blogspot.com/2010/07/amor-sem-abracadabra.html">Ovelha Magra</a>, por Pablo Massolar</p>
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		<title>Não temas, filho! – Apocalipse 1.17-18</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 23:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[Devocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Não temas]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” Ap 1.17-18.

João, discípulo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” Ap 1.17-18.</p>
<p><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/05/CBP1041996_Veer.jpg"><img class="size-medium wp-image-3460 alignleft" style="margin: 4px;" title="CBP1041996_Veer" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/05/CBP1041996_Veer-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">João, discípulo de Jesus, foi preso na ilha de Patmos por causa da palavra e testemunho a respeito do Senhor (1); lá tem visões e revelações a qual é instruído a registrar para o fortalecimento dos filhos de Deus (2). Apocalipse, nome do livro, é uma palavra grega que significa revelação e, embora co-escrita por João, é a revelação de Deus, nosso Pai. Infelizmente, hoje em dia, ouvimos muitas “revelações” humanas. Estas visões de João, além de serem bíblicas, são um clímax dos planos divinos, a consumação derradeira e eterna da história humana. É um livro difícil, temido por muitos; mas que contém palavras que nos dão uma esperança futura, de modo que podemos encarar o presente com fé e ousadia. Agostinho disse certa vez: “Amo à medida que conheço”. A volta de Cristo, a glória futura, a vitória eterna podem ser vislumbradas e amadas na medida em que conhecemos o que o Pai nos quis revelar. Independente da abordagem interpretativa defendida, seja ela idealista, preterista, historicista ou futurista (3), ou da interpretação escatológica que se crê, sendo as principais: amilenista, pós-milenista e pré-milenista (4); o fato é que Jesus, por Sua causa, nos exorta a não temermos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que não temer? 1 Porque o Deus Absoluto nos encoraja; 2 porque Ele morreu e ressuscitou por nós ; 3 porque nem a morte, nem a sepultura, escapam do Seu poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Aplicação: Todos têm medo, isso é uma realidade. As adversidades nos acompanham constantemente e muito mais do que desejaríamos. O lugar antes ocupado por um problema resolvido é rapidamente substituído por outro; por vezes pior. João que o diga. Ele inicia este bloco dizendo: “Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (5). Nosso companheiro no sofrimento (segundo a NVI), mostra que as adversidades são compartilhadas por todos. Ele era idoso, estava preso, mas foi escolhido para nos dar um recado de amor. Não tema. João prostrado diante da majestade de Jesus glorificado é consolado e encorajado. Isaías vem à mente: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (6).</p>
<p style="text-align: justify;">Cristo, quando se proclama o primeiro e o último, paralelo a expressão alfa e ômega (primeira e última letra do alfabeto grego); dá um argumento para mostrar a Sua infinitude, o Seu poder e existência eterna. Não há deus, não há homem, não havia mundo antes dEle e depois dEle nada existiria, pois tudo existe nele, por Ele e para Ele. Seu é o poder absoluto. Seu é o poder de cumprir cada um de Seus propósitos definidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus nos adotou como filhos, e sendo nosso Pai, quer o melhor para nós; ao ponto de dar a vida do Seu Filho por nós (7). Quem nos separará de tamanho amor? (8). Estando nas mãos do Deus e Pai soberano, como temer? Mesmo que os problemas pareçam nos sufocar, temos a confiança de que o choro iniciado cessará (9). Não temamos, pois ao final: Ele “lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (10); nesta confiança seguimos ousados, pois: “no amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo [...] Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (11).</p>
<p style="text-align: justify;">João talvez não estivesse com medo de sua situação em Patmos, mas apavorado com a visão de Cristo glorificado. A expressão “não temas”, no grego deste texto tem uma conotação de negação indicativa, a fim de dar uma interrupção em uma ação em andamento; “pare de ter medo” poderia ser mais preciso já que o verbo combinado está no presente indicativo (12). Vou me apropriar da força da expressão, pois como dissemos acima, todos nós passamos por momentos de temor que levam ao desespero, mas Cristo diz: “pare de ter medo”. A continuação do texto nos dá motivos de sobra para isso. Jesus dá ênfase em duas coisas (13). A primeira é a vida. Ele vive não só agora. As expressões “alfa e ômega”, “primeiro e último”, “princípio e fim”; combinadas com o corolário “estou vivo pelos séculos do séculos” mostram a divindade e poder de Jesus. Aquele que disse ser a Vida; que prometeu a vida eterna àqueles que cressem; pode cumprir esta promessa pois Ele sempre existiu e sempre existirá, Ele é a Vida, ele tem a vida e tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada vive ou existe (14).</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda ênfase é a morte. Sua morte foi à escolha de Deus para que fôssemos reconciliados consigo mesmo. O justo foi entregue pelos injustos (nós). “Estive morto” é bem entendido ao se observar o capítulo dez de João. Jesus não diz fui morto, mas estive morto. Em João ele diz: “dou a minha vida pelas ovelhas [...] ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (15). Como vou temer se meu Deus é assim poderoso e misericordioso? Pois Sua vida foi entregue para retirar pecado do mundo e para perdoar nossos pecados, nos fazendo aceitáveis ao Pai Justo e Santo. E não parou aí, pois a Vida (Jesus) nos prometeu vida eterna. A Sua própria, Ele deu para reassumir, entregou para reavê-la; Ele vive, esteve morto, mas está vivo pelos séculos dos séculos. Isso me dá paz. Meu futuro está garantido em Suas poderosas mãos e meu presente guiado por Seu amor misericordioso. Assim como nada pode me afastar de Seu amor, nada deveria me afastar de louvá-Lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Você já deve ter ouvido que Jesus tomou a chave do inferno de Satanás, não? Pois bem, aqui não é o espaço para refutar essa heresia. Cabe apenas citar o texto: “tenho as chaves da morte e do inferno” (16). Não há referências tais como: tomei, ou consegui, ou ainda agora tenho. Apenas tenho, é dito. Quero trabalhar com as palavras morte e inferno. Morte (θανατου) não há dificuldade; pode ser de cunho natural ou espiritual. Já a palavra traduzida por inferno (Άδης) é mais complicado. Não gosto da tradução inferno, como a Almeida Revista e Atualizada faz, pois gera confusão entre termos. A Nova Versão na Internacional, apenas translitera para hades. Esta palavra significa o mundo subterrâneo, o lugar dos mortos ou apenas morte (17). Qual a diferença? A primeira é que na interpretação popular só os maus vão para o inferno, mas ao hades todos os que morrerem vão. Segunda: chaves da morte e do inferno dão a conotação de domínio sobre a morte e o lugar de condenação eterna. Jesus tem domínio sobre esses dois, não se discute isso. Mas aqui, não é o que o texto quer dizer. O hades será lançado no lugar de condenação com satanás e os condenados. A visão do futuro é descrita assim por João: “a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo” (18).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o texto de estudo fala que Jesus tem autoridade sobre a morte e seu domínio. O foco aqui não é a condenação. Ele está falando aos Seus filhos, e dá-nos uma vez mais uma base de confiança, pois nossa vida está tão segura em suas mãos que nem mesmo a morte física nos separará dEle. No evangelho segundo João, Jesus já havia falado que viria à hora em que todos os que se acham nos túmulos ouviriam a Sua voz e sairiam, para a ressurreição da vida ou para o juízo (19). É certo que cumpriremos cada propósito soberano e gracioso de Deus em nossas vidas. Mesmo em meio a dores e adversidades. Mas a vida não acaba aqui. Apenas os problemas (para os salvos). O hades, ainda não é lugar de juízo, mas de repouso. Enquanto vivos, descansamos nEle. Se morrermos, descansamos a espera do Seu chamado para a ressurreição; e veremos a morte e o lugar de descanso sendo aniquilados no lago de fogo. Estaremos com a Vida eternamente. Não haverá lágrimas ou fome, nem morte ou luto (20).</p>
<p style="text-align: justify;">Moltmann, em sua mais famosa obra, diz: “a escatologia (parte da teologia que estuda os últimos acontecimentos na história do mundo) é idêntica à doutrina da esperança cristã [...] o cristianismo é total e visceralmente escatologia, e não só como apêndice; ele é perspectiva, e tendência para frente, e, por isso mesmo, renovação, e transformação do presente” (21). O autor ainda defende que a correta teologia e a sua prática deve focar e ser pensada como meta futura. “A escatologia não deve ser seu fim, mas o seu princípio” (22). Como? Nossa caminhada cristã está alicerçada nas promessas do Pai. A fé que nos foi dada, não é fé na fé, mas em promessas dAquele que é Fiel e Poderoso. Nossa vida deve começa a ser transformada hoje, mas, sempre olhando para o futuro. Com a vitória de Cristo sobre a morte, a morte e o lugar de repouso estão sob Sua guarda (23). Conhecemos o final da história, da nossa história. Enquanto não chegamos lá, temos a missão de proclamar o Seu amor. Temos problemas? Sim. Somos perfeitos? Não. “É comum pensarmos assim: quando, em nossas vidas, tudo estiver resolvido, na saúde, no estudo, no trabalho, na família, então nos apresentaremos diante de Deus para que nos use” (24). Devemos nos moldar, agir e viver com os olhos vislumbrando a glória futura, pois esse fim nos dá força e esperança para agir aqui e agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Termino citando Calvino: “É-nos prometida a vida eterna – a nós, que estamos mortos; é-nos anunciada uma feliz ressurreição, mas, enquanto isso, estamos cercados de corrupção; somos chamados justos e, não obstante, reside em nós o pecado; ouvimos falar de uma felicidade indizível e, enquanto isso, somos aqui oprimidos por uma miséria sem fim; abundância de todos os bens nos é prometida, mas só somos ricos de fome e sede. O que seria de nós se não nos apoiássemos na esperança, e se nossos sentidos não se dirigissem para fora deste mundo, no caminho iluminado pela palavra e pelo Espírito de Deus em meio a essas trevas?” (25).</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) Apocalipse 1.9;</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Idem 1.11 e 19;</p>
<p style="text-align: justify;">(3) Para se aprofundar nas abordagens interpretativas indico: Panorama do Novo Testamento &#8211; Robert H. Grundy &#8211; Vida Nova, p. 609,610 e Introdução ao Novo Testamento – D. A.Carson, Leon L.Morris &amp; Douglas J.Moo – Vida Nova, p.538;</p>
<p style="text-align: justify;">(4) Para saber mais consulte: Teologia Sistemática de Wayne Grudem – Wayne Grudem – Vida Nova, p. 946-66 e Panorama &#8211; Grundy &#8211; Vida Nova, p. 611;</p>
<p style="text-align: justify;">(5) Apocalipse 1.9;</p>
<p style="text-align: justify;">(6) Isaías 44.6;</p>
<p style="text-align: justify;">(7) João 1.12, Efésios 1.5, Efésios 2.4-5, Jeremias 29.11, João 15.13;</p>
<p style="text-align: justify;">(8) Romanos 8.31-39;</p>
<p style="text-align: justify;">(9) Salmos 30.5;</p>
<p style="text-align: justify;">(10) Apocalipse 21.4;</p>
<p style="text-align: justify;">(11) 1João 4.18-19;</p>
<p style="text-align: justify;">(12) Chave Lingüística do Novo Testamento Grego – Fritz Rienecher &amp; Cleon Rogers – Vida Nova, p.606;</p>
<p style="text-align: justify;">(13) Apocalipse 1.17b, 18a;</p>
<p style="text-align: justify;">(14) João 1.3-4, 6.47, 11.25, 14.6 ;</p>
<p style="text-align: justify;">(15) Idem 10.14-18;</p>
<p style="text-align: justify;">(16) Apocalipse 1.18b;</p>
<p style="text-align: justify;">(17) F. Wilbur Gingrich &amp; Frederick W. Danker – Léxico do Novo Testamento Grego/Português – Vida Nova, p.12 e Chave Grego – Rienecher &amp; Rogers – Vida Nova, p.606;</p>
<p style="text-align: justify;">(18) Apocalipse 20.14;</p>
<p style="text-align: justify;">(19) João 5.28-29;</p>
<p style="text-align: justify;">(20) Apocalipse 7.16-17, 21.4;</p>
<p style="text-align: justify;">(21) Teologia da Esperança – Jürgen Moltmann –Teológica, p.30;</p>
<p style="text-align: justify;">(22) Idem, 31;</p>
<p style="text-align: justify;">(23) Chave Grego – Rienecher &amp; Rogers – Vida Nova, p.607;</p>
<p style="text-align: justify;">(24) Pastor Israel Belo de Azevedo, em devocional recebido por email;</p>
<p style="text-align: justify;">(25) Comentário sobre Hebreus – João Calvino. apud Esperança – Moltmann –Teológica, p.33.</p>
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		<title>Não temas, filho! – João 14.27</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 01:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Formulados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Devocionais]]></category>
		<category><![CDATA[João]]></category>

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		<description><![CDATA[ Jesus, próximo ao clímax de Sua missão, instrui e consola Seus discípulos, após a Última Ceia. O cenário do diálogo é obscuro, provavelmente a caminho do jardim de Getsêmani.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14.27.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/05/PDI0354750_Veer.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3417" title="PDI0354750_Veer" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/05/PDI0354750_Veer-300x296.jpg" alt="" width="300" height="296" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contexto:</strong> Jesus, próximo ao clímax de Sua missão, instrui e consola Seus discípulos, após a Última Ceia. O cenário do diálogo é obscuro, provavelmente a caminho do jardim de Getsêmani. De certa forma, fazendo um resumo de todo o Seu ensino, Jesus traz também algumas revelações aos Seus amigos, ora por eles, dá um novo mandamento e alerta sobre lutas e perseguições iminentes. Promete o Espírito Santo, um lar celestial e que voltaria. Promete fazer de seus corações o Seu (e do Pai) lar. Também promete dar a Sua paz de uma forma não conhecida pelo mundo; ordena que não temam sem se perturbem. Ora, Sua intercessão por eles e “também por aqueles que vierem a crer em mim (nEle), por intermédio da Sua (de Deus) palavra” (1); posso crer que estas instruções, mandamentos e consolos dados neste belo sermão (2) com tão sublime corolário “também por aqueles”, aplica-se a nós hoje igualmente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que não temer?</strong> 1 Porque recebemos do Senhor a paz dEle; 2 porque essa paz é diferente do que aquela que o mundo pode nos dar ; 3 não temos porque temer já que estamos nEle e Ele em nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aplicação:</strong> Algo nos foi deixado. Um dos legados de Jesus a nós é esta herança que podemos usufruir não apenas no cumprimento escatológico, mas especialmente em tempos adversos como nossa peregrinação por esta terra. O verbo traduzido por deixar “pode ser lido com o significado de ‘legar em herança’” (3). Jesus nos alertou sobre tribulações que havemos de passar para que não sejamos surpreendidos, antes tenhamos paz (4). Ou seja, Cristo nos deixou a Sua paz como herança, de graça, para passarmos por estes momentos confiantes. John Piper afirma que: “Se pela graça de Deus você está seguro de que Ele é por você e não contra você, então, quanto mais evidências encontrar da soberania de Deus, mais feliz será” (5). Para muitos a felicidade seria ter paz. Pessoas dariam tudo o que possuem para ter paz. O problema é que o conceito de paz é baseado em pressupostos de uma humanidade decaída. Ter paz para estes é ter a plena ausência de problemas. Ter paz segundo Cristo é ter ausência de preocupações. Se nos detivermos na obediência de Seus mandamentos, que caracteriza nossa demonstração de amor prática a Ele, podemos estar certos de que Ele habita em nós, segundo Sua promessa (6). Não somos divinos, mas, o Senhor nos garante que através de Seu Santo Espírito, a Trindade Santa habita em nosso coração até Sua volta corpórea (7).</p>
<p style="text-align: justify;">Teremos problemas? Sim. Como ter paz? Confiando que o Criador do Universo está em nós, nos confiando aos Seus cuidados e então não temermos. Isto não é estoicismo? Não, porque o estóico se mantém impassível diante das dores ou alegrias. Não é a isso que o texto bíblico remete. Podemos chorar e sofrer. Podemos nos alegrar e nos irarmos. Podemos até temer algo. Isso não é contradição, antes é termos a liberdade e o dever de sermos sinceros. Não nos mantemos numa resignação néscia, mentindo com frases como: “tudo está bem!”, quando não está. Ao contrário, podemos dizer: “tudo está muito complicado, além das minhas forças; eu não vejo saída para o meu problema, mas, confio no Senhor e sei que Ele vai glorificar o Seu nome em mim”. Isto não é fatalismo? Não, porque a diferença entre o fatalismo e quem crê na Soberania divina é o próprio Senhor. Explico. O fatalismo crê que tudo vai correr como determinado pelo destino e desespera-se, pois não há nada o que fazer. O cristão que confia na Soberania crê que tudo está predeterminado por Deus e tem paz, pois sabe que o Senhor é onipotente, ou seja, segundo McGrath, Ele tem “a habilidade de Deus alcançar Seus propósitos” (8). Isso é bom? Sim, pois “todos os Seus decretos são para o nosso benefício final”, conforme a Sua vontade que é boa, perfeita e agradável (9).</p>
<p style="text-align: justify;">Para o mundo, conforme escrevi acima, a paz é caracterizada pela ausência de problemas. Como ter paz com/em meio a problemas? Com uma paz baseada no amor de Deus para conosco em Sua Providência fiel. Sua paz é diferente do que o mundo conhece, pois este, só tem paz mediante seguranças efêmeras. Saúde, dinheiro, bom casamento, bom emprego, status, poder. É o que a teologia da prosperidade oferece e o que tem lhe dado destaque. Estas coisas são realmente boas e ninguém pode negar isso. O problema é o âmago da questão: o que lhe dá paz, a saúde ou quem pode lhe dar saúde? O dinheiro, ou quem promete que o justo não mendigará (10)? Ou ainda, como ter paz se todas estas coisas se dissiparem e restar “apenas Deus”? Aqui é que o verdadeiro cristão aparece, pois para ele, não existe “somente Deus”, mas tendo Deus ele tem tudo o que precisa. Piper diz que: “nossas tribulações revelam o tamanho de nossa afeição por esta terra, seja pelas coisas boas ou ruins. Nossos problemas expõem nossa latente idolatria” (11). Amar alguma coisa ou alguém mais do que a Jesus é idolatria (12). Então nossos tempos difíceis são ordenados “para ver se criamos um outro deus. Amamos o pão ou Deus? Valorizamos Deus e acreditamos em seus bons propósitos em meio ao sofrimento ou amamos mais suas dádivas e nos iramos quando Ele as remove?” (13). Aqui é que fazem sentido as palavras de Paulo: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (14). Aqui entendemos que, com essa paz que o mundo não pode dar porque não a conhece, paz que excede o entendimento; o cristão pode passar pelas mais terríveis adversidades sem temer e esperançoso na fidelidade do Senhor. “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (15).</p>
<p style="text-align: justify;">É rotina eu citar Jesus dizendo: “eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (16). Como posso temer tendo a convicção que estou 24 horas por dia na presença de Deus? É sobremodo maravilhoso ter esta certeza. Se você estiver indo a pique em uma tempestade, o Mestre está junto no barco, não há motivos para temer (17). Se você estiver enfermo, o Senhor lhe cuida em seu leito e lhe acomoda confortavelmente (18). Se estiver em meio a uma guerra, não será atingido (19). Se estiver perdido, Ele é o caminho (20). Se estiver à beira da morte, não tema, Ele está contigo (21). Se estiver errando, Ele como Pai que é, o corrige (22). Poderíamos ficar citando mais e mais exemplos, pois a bíblia esta recheada de exemplos da fidelidade e segurança que temos em Deus. Não temamos nem nos perturbemos, antes confiemos nEle e no cumprimento dos Seus propósitos para a glória do Seu Santo nome. Não esqueçamos que “o poder (dEle) se aperfeiçoa (em nós) na (nossa) “Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a tua destra me salva. O que a mim me concerne o Senhor levará a bom termo; a tua misericórdia, ó Senhor, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos” (24). fraqueza” e que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (23).</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) João 17.20;</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Idem 13.31-17.26;</p>
<p style="text-align: justify;">(3) Jesus Segundo as Escrituras &#8211; Darrell L.Bock – Shedd &amp; Vida Nova, p. 524;</p>
<p style="text-align: justify;">(4) João 16.33;</p>
<p style="text-align: justify;">(5) A Vida É Como a Neblina – John Piper – Mundo Cristão, p.133;</p>
<p style="text-align: justify;">(6) João 14.23;</p>
<p style="text-align: justify;">(7) Idem 14.16-18;</p>
<p style="text-align: justify;">(8) Teologia Para Amadores – Alister McGrath –Mundo Cristão;</p>
<p style="text-align: justify;">(9) Piper, op. cit., p.133 e Romanos 12.2;</p>
<p style="text-align: justify;">(10) Salmo 37.25;</p>
<p style="text-align: justify;">(11) Piper, op. cit., p.91;</p>
<p style="text-align: justify;">(12) Colossenses 3.5;</p>
<p style="text-align: justify;">(13) Piper, op. cit., p.90;</p>
<p style="text-align: justify;">(14) Filipenses 4.7;</p>
<p style="text-align: justify;">(15) Salmo 20.7;</p>
<p style="text-align: justify;">(16) Mateus 28.20;</p>
<p style="text-align: justify;">(17) Idem 8.23-27;</p>
<p style="text-align: justify;">(18) Salmo 41.3;</p>
<p style="text-align: justify;">(19) Idem 91.7;</p>
<p style="text-align: justify;">(20) João 14.6;</p>
<p style="text-align: justify;">(21) Salmo 23.4;</p>
<p style="text-align: justify;">(22) Hebreus 12.4-8;</p>
<p style="text-align: justify;">(23) 2Corínios 12.9 e Romanos 8.28;</p>
<p style="text-align: justify;">(24) Salmo 138.7-8.</p>
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		<title>Não temas, filho! – Salmo 23.4</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 01:02:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Devocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional]]></category>
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		<description><![CDATA[“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” Salmo 23.4.

Contexto: O verso de hoje encontra-se em um dos trechos mais conhecidos de toda a Sagrada Escritura; o Salmo 23. A confiança neste Salmo se estende desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” Salmo 23.4.</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/04/ovelhinha.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3325" title="ovelhinha" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/04/ovelhinha-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contexto:</strong> O verso de hoje encontra-se em um dos trechos mais conhecidos de toda a Sagrada Escritura; o Salmo 23. A confiança neste Salmo se estende desde as primeiras instruções as crianças em escolas dominicais até o cerne de esperança nos derradeiros suspiros de um ancião. Jeová é apresentado como pastor e guia do Seu povo, como o guardador das promessas que fez; além de um Ilustre anfitrião. O Novo Testamento nos revela quem é esse pastor: Jesus o Cristo de Deus. Disse Ele: “Eu Sou o Bom Pastor” (1). Este Salmo nos mostra uma lição de soberania, conforme explica Meyer: “Aprendemos a olhar mais a sua responsabilidade para conosco do que nossa atitude para com Ele” (2). Não que esta possa ser ignorada, mas em nossa relação com Deus, quem sempre é fiel é Ele. Henry Morris, comenta que mesmo Davi escrevendo sobre a sua experiência como pastor, o crédito da beleza e simetria do salmo pertencem a Deus pois “sua mensagem transcende de muito qualquer coisa que Davi ou qualquer outro homem pudesse ter divisado, falando com grande poder e benção a todas as pessoas de qualquer época ou lugar” (3). Ainda que o primeiro verso seja o mais conhecido, creio que o quarto verso seja o centro que dá equilíbrio ao Senhor como nosso pastor (versos 1-4) e como anfitrião na eternidade (versos 5-6).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que não temer?</strong> 1 Porque O Senhor é nosso pastor e é Ele quem nos guarda e guia; 2 porque é Ele quem nos consola ; 3 porque guarda a promessa da eternidade aos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aplicação:</strong> Sendo Jesus o nosso pastor podemos ter confiança plena na consequência desta afirmação: “nada nos faltará”. O Bom Pastor dá a Sua própria vida por Suas ovelhas (4). Deus “há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”, diz Paulo (5). Nossa fome será saciada em pastos verdejantes e nossa sede saciada em águas calmas (versos 2 e 3). A vida cansada é refrigerada, ou seja, restaurada por Ele. Passamos a caminhar por veredas de justiça, e por Ele somos guiados nestes caminhos. Por quê? Cremos que o maior motivo que poderíamos ter para nossa segurança é que Ele faz isso por “amor do Seu nome”. Não é por nossa virtude ou merecimento, pois não somos dignos deste cuidado. Também não é por obrigação. Mas sim, como afirma John Stott: “por lealdade a Seu caráter e Suas promessas” (6). Não são as ovelhas que guardam o pastor, mas, é O Pastor quem guarda as Suas ovelhas. Aleluia! Para mostrar o Seu amor, o Senhor nos faz repousar e nos leva-me junto das águas. As duas expressões são idênticas no hebraico, dando uma conotação mais próximo ao segundo termo “leva-me” (ou gentilmente me guia).</p>
<p style="text-align: justify;">Ele refrigera, restaura a alma cansada. Ele sabe de nossas necessidades básicas e “há de suprir [...] cada uma”, isto “por amor de Seu nome”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há algo a mais; “por amor de Seu nome” Ele nos guia pelas veredas da justiça. Se no segundo verso os verbos tem a conotação de conduzir gentilmente aqui a palavra é diferente, com uma conotação mais próxima a ordenança, algo como “guiar forçosamente”. Para fazer com que Sua promessa se cumpra o Senhor imprime em nosso coração o Seu querer e o realizar (7). Morris ainda afirma que “o crente necessita desesperadamente de cuidado e direção que ele mesmo não pode prover, do mesmo modo que a ovelha necessita do pastor” (8). O “caminho da justiça” que leva a salvação e a perseverança neste, é-nos garantida por Jesus, nosso Pastor, “por amor do Seu nome”. “O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o SENHOR o segura pela mão” (9).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual é o seu problema?</strong> Ainda que seja a “sombra da morte”, ou melhor: a proximidade iminente da morte, não precisamos temer. A ideia aqui não é igual a do Salmo 91, onde os mortos se empilham ao redor sem sermos atingidos. Aqui o alvo é você e eu. Mesmo que estejamos com um problema mortal, o Senhor está conosco (10). Seu bordão é usado para nos tirar de buracos e ou evitá-los. Já o cajado é usado também como vara. Estranho a princípio, é a associação de uma vara com a expressão “me consolam”. Mas a palavra consolo pode ser traduzida por arrependimento. Por vezes, a vara do Senhor nos encontra para que a repreensão gere arrependimento. Isso é amor. O consolo é certo, seja através do guiar com bordão, seja após o arrependimento causado em amor pelo cajado (vara) para que se retorne ao “caminho da justiça”. O Senhor exorta aos que Ele ama, e quando necessário açoita Seus filhos (11). Só quem não é filho fica sem correção (12). Isto é amor e soberania, pois é o Senhor nos sustentando em nossa peregrinação, seja pelos “pastos verdejantes” seja pelo “vale da sombra da morte”; seja em “águas tranquilas” ou abaixo do cajado que corrige; nossa segurança está em Cristo. “Esqueçamo-nos de nós e confiemo-nos a Ele com tudo, em tudo e por tudo” (13).</p>
<p style="text-align: justify;">Daqui em diante, o pastor se mostra como um Anfitrião. Estamos em Sua presença desde agora e eternamente. Várias figuras são empregadas no texto e nos dão motivos para não temer. Uma mesa é posta diante de nossos adversários. Não para humilhá-los. Antes, devemos ao máximo amar nossos inimigos e tratá-los como o conselho de Eliseu (14), não ceando em frente a eles, mas com eles, oferecendo as Boas Novas, o Pão da Vida, e uma mensagem de paz (15). Assim como fomos reconciliados a Deus por e em Jesus, devemos com ousadia e humildade ser agentes de reconciliação entre Deus e os não alcançados (16). Lembremos sempre que nada, nem nossos inimigos podem nos afastar da promessa de Deus; eles nada podem fazer. A expressão “o meu cálice transborda” tem um rico significado. Nas ceias, quando o anfitrião judeu não queria que sua visita saísse, mantinha o cálice de vinho cheio, pois não se levanta de uma mesa com este pela metade. Nosso Senhor nos mantém em Sua presença. Encontramos na carta aos Romanos, Paulo citando uma lista, exaustiva em seu significado, com dezessete coisas que não podem nos separar dEle (17), dando-nos segurança plena. “Bondade e misericórdia”, duas coisas que necessitamos, nos “seguirão todos os dias de [...] vida”, diz o texto. Seguir tem o significado de caçar. Estas coisas nos alcançarão porque o Senhor assim desejou. Por fim, uma promessa após vida terrena. Não temamos as adversidades. Estamos sempre com o Senhor e estaremos eternamente com Ele. Tenhamos a confiança de Stott: “Finalmente, habitarei na casa do Senhor para todo o sempre – não no Tabernáculo ou no Templo, nem apenas na Sua presença nessa vida, mas naquela casa do meu Pai com suas muitas moradas, da qual Jesus falou, onde Ele disse que iria para preparar um lugar para os Seus” (18).</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) João 10.11;</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento – F B Meyer – Betânia, p. 277;</p>
<p style="text-align: justify;">(3) Amostra de Salmos – Henry M. Morris – Vida, p. 101;</p>
<p style="text-align: justify;">(4) João 10.11;</p>
<p style="text-align: justify;">(5) Filipenses 4.19;</p>
<p style="text-align: justify;">(6) Salmos Favoritos – John Stott – Abba Press, p.32;</p>
<p style="text-align: justify;">(7) Filipenses 2.13;</p>
<p style="text-align: justify;">(8) Morris, op. cit., P.103;</p>
<p style="text-align: justify;">(9) Salmo 37.23-24;</p>
<p style="text-align: justify;">(10) Mateus 28.20;</p>
<p style="text-align: justify;">(11) Hebreus 12.5-13;</p>
<p style="text-align: justify;">(12) Idem 12.8;</p>
<p style="text-align: justify;">(13) Meyer, op. cit., p.277;</p>
<p style="text-align: justify;">(14) 2Reis 6.20-23;</p>
<p style="text-align: justify;">(15) Mateus 5.44, João 6.35;</p>
<p style="text-align: justify;">(16) 2Coríntios 5.18;</p>
<p style="text-align: justify;">(17) Romanos 8.38-39;</p>
<p style="text-align: justify;">(18) Stott, op. cit., p. 32, citando João 14.1-4.</p>
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		<title>Não temas, filho! – Salmos 46.1-2</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 09:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Formulados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
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		<category><![CDATA[Devocional]]></category>
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		<category><![CDATA[Salmos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares.” Sl 46.1-2]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares.” Sl 46.1-2</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/04/BLP0094497_Veer.jpg"><img class="size-medium wp-image-3170  aligncenter" title="BLP0094497_Veer" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/04/BLP0094497_Veer-281x300.jpg" alt="" width="281" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contexto:</strong> Este Salmo é de autoria dos descendentes de Corá (1) ou coraítas que no tempo do rei Davi foram encarregados de vários serviços no templo (2). A origem histórica é incerta, mas, semelhanças com alguma profecias de Isaías podem sugerir sua localização entre os capítulos 18 e 19 de 2Reis. Assim sendo, o povo de Judá estava sendo oprimido pelo exército de Senaqueribe da Assíria. Após Senaqueribe subjugar Samaria (3) a próxima cidade a ser sitiada seria Jerusalém em Judá. Ezequias, rei de Judá, tenta comprar a saída do exército assírio; chegando a entregar prata, ouro, inclusive do templo e até suas portas e umbrais banhados a ouro (4). Não adiantou, pois Rabsaqué, em nome do rei assírio, afronta Judá e o Senhor (5). “E crês tu que (o Senhor) te livrarias? – perguntou Rabsaqué no verso 19. E você, crê hoje que Ele livra você das suas aflições?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que não temer?</strong> 1 Porque em períodos de grande tribulação Deus está conosco; 2 Porque desde que O conhecemos Sua alegria está conosco; 3 Porque cremos em um futuro melhor pois Deus está e estará conosco.</p>
<p style="text-align: justify;">Aplicação: A pergunta do rei assírio, gabando-se da destruição de várias terras não poderia ser mais pretensiosa, pois questionava o Deus verdadeiro, Senhor dos habitantes de Judá; e que havia permitido estas vitórias assírias. Não importa qual tribulação enfrentaremos. Quantos líderes pagãos já se ergueram prometendo destruir os cristãos e foram silenciados? Montes abalados, terra tremendo, tsunamis são utilizados como exemplos de perturbações terríveis – e de fato o são – mas, não devemos temer diante de nenhuma dificuldade quando estamos com o Senhor. Ele é poderoso, soberano e nada pode atrapalhar os Seus propósitos eternos. Tanto nas enchentes e desmoronamentos que ocorreram no sul do país em 2008 quanto nos recentes terremotos ocorridos no Haiti e Chile, em 2010, pudemos observar a graça de Deus; quantos milagres ocorreram em meio essas tragédias. Não adianta pendermos ao emocional e querermos questionar o Criador o porquê de “tantos inocentes perecerem”. Na realidade a questão assim está posta na perspectiva errada, pois não há inocentes. Em Adão todos pecaram; não há um justo se quer; e o Senhor tem misericórdia de que Lhe apraz (6). Nossa verdadeira indagação e motivo para tanto vigiar em obediência como rejubilar em adoração deve ser: como um Deus santo e perfeito permitiu que eu visse mais um amanhecer, sabendo o que eu fiz, desejei e pensei no dia anterior? Eu tive perdas nas enchentes de 2008, outros perderam muito mais, mas o que não podemos perder é a esperança nAquele que pode fazer perecer “tanto a alma como o corpo” (7). Nosso refúgio, nossa cidadela se encontra no Senhor. O nosso auxílio em toda e qualquer diversidade vem dEle.</p>
<p style="text-align: justify;">Ezequiel e João vislumbraram o mesmo rio do Senhor descrito no quarto verso deste Salmo (8). Esse rio é formado pela Água da vida (9). O quinto verso nos revela que o Senhor nos socorre “desde a antemanhã”, desde o raiar do dia, desde o romper da manhã. À noite em nossa vida terminou quando a Luz do mundo (10) resplandeceu em nosso coração. “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (11); este é o Emanuel, o Deus sempre conosco profetizado em Isaías 7. Reinos e nações agitadas, mundo sem paz, não podem abalar a confiança daquele que recebeu a paz que o mundo desconhece (12). Toda prova e tribulação é oportunidade de louvar ao Senhor. John Piper encerra a sua Teologia da Alegria nestes termos: “o principal propósito do ser humano é glorificar a Deus ao alegrar-se nEle para sempre” (13). Como isso? “Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle” (14). “Tudo posso nAquele que me fortalece” diz Paulo, depois de listar uma avalanche de dificuldades, começando a sentença dizendo: “Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor” (15). “Nossas deficiências nada mais são que espaços para a Onipotência de Deus” (16). Paulo acrescenta que o poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza (17). “Assim como a terra se dissolve ao ouvir Sua voz”, os assírios se dissolveram por ordem do Senhor (18). Não devemos temer e devemos nos alegrar nEle, o Deus da salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo cristão é um ser esperançoso de um futuro melhor. Mas o melhor de Deus não está por vir, já veio; o Emanuel prometido já nos tornou aceitáveis ao Senhor nos reconciliando com o Pai através da cruz. Olhamos para esta obra do passado que nos assegura um futuro esplêndido, nos consolamos e nos alegramos. Este Salmo era o preferido de Lutero. Segundo John Stott e F. B. Meyer, Lutero e Melanchthon cantavam juntos este Salmo em períodos de desânimo e insegurança durante a Dieta de Augsburgo (19). O hino Castelo Forte é uma paráfrase deste Salmo. O Senhor é o nosso castelo forte. Ele vence o inimigo e põe fim as guerras conforme o nono verso. Ele está conosco todos os dias conforme diz o décimo verso e frisamos nos devocionais (20). “Aquietai-vos” (parem de lutar – NVI), diz o salmista no verso 10. Aguardemos e exaltemos o Senhor nos períodos difíceis, pois encontramos abrigo e salvação nEle. “As assolações nada mais são que a poda dos galhos secos em preparação a primavera” (21). Stott nos ensina: “Podemos dizer: ‘Não temeremos?’ Com certeza podemos; mas somente se crermos nas outras afirmações deste Salmo: ‘Eu sou Deus’ e o ‘Senhor dos Exércitos está conosco’. Tal como John Wesley disse em seu último suspiro: ‘O melhor de tudo é que Deus está conosco’” (22). Encerro com o hino de Johann Franck: Jesus, Tesouro Inestimável, publicado em 1653 (23):</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, em todo pensamento de tristeza</p>
<p style="text-align: justify;">O Senhor da alegria, Jesus, penetra.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que amam o Pai,</p>
<p style="text-align: justify;">Embora apanhados pelas tormentas, têm paz no íntimo;</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, não importa o que tenhamos de suportar neste mundo,</p>
<p style="text-align: justify;">Em Ti, há o mais puro prazer, Jesus, Tesouro inestimável!</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) Números 16;</p>
<p style="text-align: justify;">(2) 1Crônicas 6.31 e 37;</p>
<p style="text-align: justify;">(3) 2Reis 17;</p>
<p style="text-align: justify;">(4) Idem 18.13-16;</p>
<p style="text-align: justify;">(5) Ibdem 18.19 e 27-35;</p>
<p style="text-align: justify;">(6) Romanos 5.12-14, 3.10, Oséias 10.10, Êxodo 33.19 e Romanos 9.15;</p>
<p style="text-align: justify;">(7) Mateus 10.28;</p>
<p style="text-align: justify;">(8) Ezequiel 47.1-12 e Apocalipse 22.1-5;</p>
<p style="text-align: justify;">(9) João 4.14;</p>
<p style="text-align: justify;">(10) Idem 8.12;</p>
<p style="text-align: justify;">(11) Salmos 46.7;</p>
<p style="text-align: justify;">(12) João 14.27;</p>
<p style="text-align: justify;">(13) Em Busca de Deus (Teologia da Alegria) – John Piper – Shedd &amp; Vida Nova, p.258;</p>
<p style="text-align: justify;">(14) Idem, p.240;</p>
<p style="text-align: justify;">(15) Filipenses 4.10-15;</p>
<p style="text-align: justify;">(16) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento – F B Meyer – Betânia, p. 286;</p>
<p style="text-align: justify;">(17) 2Coríntios 12.9;</p>
<p style="text-align: justify;">(18) Salmos 46.6 e 2Reis 19.35-37;</p>
<p style="text-align: justify;">(19) Comentário – Meyer – p. 286 e Salmos Favoritos – John Stott – Abba Press, p. 58;</p>
<p style="text-align: justify;">(20) Comentário – Meyer – p. 286;</p>
<p style="text-align: justify;">(21) Salmos –Stott – p. 61.</p>
<p style="text-align: justify;">(23) Deus é o Evangelho – John Piper – Fiel, p.204-5.</p>
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		<title>Não temas, filho! – Josué 11.6</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 08:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Devocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Josué]]></category>
		<category><![CDATA[Não temas]]></category>

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		<description><![CDATA[Disse o SENHOR a Josué: Não temas diante deles, porque amanhã, a esta mesma hora, já os terás traspassado diante dos filhos de Israel; os seus cavalos jarretarás (cortar-lhes-ás os tendões) e queimarás os seus carros.” Josué 11.6]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“Disse o SENHOR a Josué: <strong>Não temas</strong> diante deles, porque amanhã, a esta mesma hora, já os terás traspassado diante dos filhos de Israel; os seus cavalos jarretarás (cortar-lhes-ás os tendões) e queimarás os seus carros.” Josué 11.6.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/03/AYP0619032_Veer.jpg"><img class="size-medium wp-image-3112  aligncenter" title="AYP0619032_Veer" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/03/AYP0619032_Veer-300x208.jpg" alt="" width="300" height="208" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contexto:</strong> Josué é um nome equivalente ao de Jesus, que significa: Ele (Deus) salvará. Os dias do povo hebreu eram espetaculares. Vemos nestes capítulos de Josué um testemunho bíblico inquestionável da Soberania de Deus. Josué, prefigurando Cristo, é o agente pela qual o propósito do Senhor é levado a termo. A cidade de Gibeão fora sitiada por cinco reis (1). Josué havia feito aliança com Gibeão (2); e por este motivo sai para defendê-los. Estes reis que sitiaram Gibeão eram os próximos inimigos a qual o povo hebreu teria de lutar para conquistar Canaã. Nada atrapalha o propósito do Senhor. Josué, homem de Deus, orou (3) e ordenou ao Sol que se detivesse (sabemos que foi a Terra que se deteve, mas o texto foi escrito da perspectiva de Josué), e durante este dia, além dos cinco reis foram derrotados também Maquedá e Libna (4). Depois mais cinco reis caíram. Novas batalhas estão chegando quando o Senhor aparece a Josué prometendo que no próximo dia, os reis listados no capítulo 11, seriam derrotados e que não era para ele temê-los.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que não temer?</strong> 1 Porque Deus é Soberano quando promete; 2 porque Deus é Soberano quando exerce justiça ; 3 porque Deus é Soberano quando faz cumprir Sua Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aplicação:</strong> Se eu e você estivermos lutando apenas nossa força, temos todo o motivo para temer. Não iremos longe. Nossa força deve vir do Senhor. Nossa confiança deve ser depositada nEle. Sendo a fé a certeza das coisas que se esperam (5) esta certeza tem de estar calcada em algo firme. Nada é mais firme que Jesus. Ele é chamado de a Rocha. É também o Verbo, a Palavra de Deus encarnada. Ele é o Sim e o Amém de Deus para nós. Ele avisou-nos que teríamos lutas e tribulações, mas deixou claro que venceu por nós (6). Isso nos foi deixado para que tenhamos paz mesmo em momentos de aflições. Ainda que estejamos em meio a tempestades, nosso fundamento é a Pedra Angular, rejeitada pelos religiosos, mas exaltada por Deus; motivo de nossa alegria. Deus ordenou que os tendões dos cavalos fossem cortados, e os carros dos inimigos incendiados, demonstrando que não importa a força do nosso adversário, mas a confiança em ouvir e obedecer a Palavra do Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se questiona sobre a justiça de Deus, quando este manda aniquilar, não só o exército, mas todo o povo inimigo. Não caia neste questionamento blasfemo. Discutiria o barro com o Oleiro, ou a criatura com o Criador (7)? Deus é amor, mas também é justiça. Ele não está com um martelo sempre pronto para quebrar qualquer vaso desaprovado (nem mesmo os feitos para desonra). Ele é Paciente e Justo. Os próprios cananeus são um exemplo disso. Abraão conviveu com eles. Eles não foram dizimados de uma hora para outra sem motivo. Lemos em Gênesis 15.16: “Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus.” Deus fala a Abraão que a sua descendência irá para uma terra estranha (Egito), será escrava por quatrocentos anos (8), e que após a quarta geração (quarenta anos no deserto) tornarão a terra dos amorreus (povo que simbolizava a lista dos povos nos versos de Gênesis 15.19-20 e de Josué 11.1-5). Deus não é surpreendido por nada. Ele é soberano. Deus não é injusto, é a Justiça. Através de Josué e sua conquista, traz juízo sobre o pecado daquele povo. O merecido juízo foi cumprido, no tempo certo. O povo que sucumbiu não era inocente. Jesus, o antítipo de Josué (símbolo profético), cumpriu o justo juízo por nós na cruz. Tornou justo o injusto arrependido. E no Grande Dia eliminará o injusto não-arrependido que, de forma alguma é inocente. Assim entendemos: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (9). As medidas ainda não foram completadas. O ser humano é responsável por si. Mas o Soberano Juiz agirá com toda a justiça, que excede o nosso entendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus mostra a Sua soberania sobre nossa vida da seguinte forma: Ele promete (através da Sua Palavra) e cumpre. “Bem que o coração de Josué podia ter-se abalado não fossem as promessas divinas na noite anterior à da batalha (nosso verso de estudo). Seu ataque acobertado pela noite foi como uma queda de um raio. O efeito foi imediato. O imenso exército se dispersou. O corte do jarrete dos cavalos os inutilizou, e assim Israel não foi tentado a confiar em carros e cavalos” (10). Deus prometeu a Abraão e cumpriu. Deus prometeu a Josué e cumpriu. Sua vontade foi integralmente cumprida. Demorou a um, foi rápido a o outro, mas “nem uma só palavra deixou de cumprir de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés” (11), antecessor de Josué. Quando obedecemos ao Senhor, como Josué, podemos esperar vitórias (e lutas) iguais as dele . Deus é Fiel, Justo e Soberano, e não é o tempo que o faz esquecer ou O constrange a agir. Nem nosso merecimento. Ele tem o Seu tempo e critério. Confie em Suas palavras. Não tema e não desanime, pois o texto diz amanhã, e amanhã nos remete ao futuro. No caso de Josué foi rápido. Com Abraão não. Talvez no meu e no seu caso seja hoje, ou na próxima semana, ano, mas pela certeza da conquista da cruz, temos esperança e certeza de um amanhã de cumprimento da Sua Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) Josué capítulo 10;<br />
(2) Josué 9.15;<br />
(3) Josué 10.12-13;<br />
(4) Josué 10.28-31;<br />
(5) Hebreus 11.1;<br />
(6) João 16.33;<br />
(7) Romanos 9.20-21;<br />
(8) Gênesis 15.13;<br />
(9) Apocalipse 22.11;<br />
(10) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento – F B Meyer – Betânia, p. 110;<br />
(11) Josué 11.15b.</p>
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		<title>Não temas, filho! – Juízes 6.10 e 23</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 16:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
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		<description><![CDATA[“E disse: Eu sou o SENHOR, vosso Deus; não temais os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; contudo, não destes ouvidos à minha voz (&#8230;) Porém o SENHOR lhe disse: Paz seja contigo! Não temas! Não morrerás!” Juízes 6.10 e 23.&#8221;

Contexto: Os comentaristas se dividem sobre qual é o verso chave para melhor entendimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“E disse: Eu sou o SENHOR, vosso Deus; não temais os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; contudo, não destes ouvidos à minha voz (&#8230;) Porém o SENHOR lhe disse: Paz seja contigo! <strong>Não temas!</strong> Não morrerás!” Juízes 6.10 e 23.&#8221;</p>
<p><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/03/GLI0001335_Veer.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3107" style="margin: 3px;" title="GLI0001335_Veer" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/03/GLI0001335_Veer-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contexto:</strong> Os comentaristas se dividem sobre qual é o verso chave para melhor entendimento do livro. Alguns afirmam ser: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto”, pois aparece duas vezes (1). Outros afirmam ser: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (2). O fato é que, não somente por não haver um rei, mas também porque o povo não conhecia ao Senhor, nem tão pouco as obras que Ele fizera, cada um fazia o que achava melhor. Tendo em mente que a humanidade vive em total depravação devido a Queda, quando longe do Senhor é natural vermos o ciclo de pecado, consequência, arrependimento, libertação, paz, pecado novamente&#8230;; e assim por diante, como narrado em Juízes. Nesta passagem, em consequência ao pecado, Israel já se encontrava há sete anos debaixo de opressão dos midianitas. Arrependido o povo clama ao Senhor (3), que escolhe Gideão para libertar o povo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que não temer?</strong> 1 Porque Deus Se revela como nosso Salvador; 2 porque nos faz objeto do Seu amor, capacitando-nos a obedecê-Lo ; 3 porque a Ele deve ser dada toda a glória, pois é o Seu poder e não nossa fraqueza o que deve ser levado em consideração.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aplicação:</strong> Trabalhando novamente com dois versos, podemos observar como os versos angustiantes tidos pelos estudiosos como chaves para definir o livro são de antemão respondidos pelo Senhor e têm como contra ponto, promessas e lições para nós.</p>
<p style="text-align: justify;">O povo não conhecia ao Senhor. O homem sem Deus age naturalmente. Sua natureza maculada pela Queda tem apenas uma inclinação: pecar. Suas atividades pendem para o pecado, pois como diz Paulo, são escravos dele (4). Mas como reverter isso? Como crerão se não há quem pregue (5). Após a opressão dos inimigos como forma de disciplina, Deus inicia o processo de libertação do povo através de um profeta que ensina quem é Deus, o que Ele fez e porque não temer os falsos deuses dos amorreus. Deus sempre toma a iniciativa na redenção da humanidade. Como diz o Dr Criswell (6): “Nossa salvação começa nEle, não em nós”. A primeira angústia, uma nação que não conhecia Deus, que olvidara Sua majestade, estava sendo resolvida. O Senhor Se revela e encoraja o povo. Ele os lembra de tudo o que fez por seus pais. Você tem temido outros deuses? Você tem esquecido tudo o que Ele já lhe fez? Pense um pouco. O texto chave destes devocionais tem sido: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (7). Há quem tente diminuir este Único Deus. Há quem tente elevar seres criados como outros “deuses”. Esquecem desta declaração: “Toda a autoridade me foi dada (a Jesus) no céu e na terra” (8). Aquele que reina, que nos salvou, o Único Deus, prometeu estar conosco todos os dias. Este nos diz: não temais outros deuses. Não deveríamos nem ao menos considerá-los algo assim. Confie nEle. Sejamos conhecidos como Gideão: Jerubaal – que Baal lute com ele. Não há o que temer se Jesus está conosco.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a mensagem ao povo, há outra angústia a ser sanada: não há quem reine, cada um faz o que quer. Cabia ao Senhor levantar um líder. Levantar alguém para liderá-los e libertá-los através do Seu poder. Dá-se o encontro com o Gideão. Este encontro lembra o que Jó falou: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (9). O povo necessitava conhecer e obedecer a Deus, e precisava obedecer a um líder. Gideão foi escolhido para ser o líder, mas ele também precisava obedecer a Deus. Mas como sendo pecador? Gideão imaginou estar tendo uma visão. Sua primeira prova foi para ter certeza de que não era uma visão (10). Quando cai em si, Gideão desmorona e crê que morrerá por ver ao Senhor. Encontramos o segundo não temas. Deus se revela para nos salvar, para trazer paz; não condenar (pelo menos não por enquanto). Até então, Gideão achava que não era ninguém. O menor, da menor casa, da menor tribo (11). Quantos se encontram em depressão por desobediência? Quantos não conhecem ao Senhor e por isso tem uma imagem distorcida de si mesmo? Quantos não O conhecem e por isso não O amam e assim não podem obedecê-Lo? Disse Jesus: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama” (12). Richards comenta esta ligação assim: “a obediência a Deus resulta de um relacionamento e depende do amor. Não escolhemos friamente obedecer a Deus para ganhar o Seu amor. Somente depois de sabermos que somos amados por Deus e quando também O amamos é que esse amor e essa confiança despertarão em nós a capacidade de obedecer” (13). A capacidade de obedecer a Deus pertence aos que Ele escolheu e salvou. Você se considera um cristão? Então você pode (e deve) obedecê-Lo, pois essa é nossa responsabilidade. Gideão foi chamado para liderar e libertar o povo. Foi escolhido para servir. Como e onde o Senhor deseja que você O sirva? Não tema sua incapacidade. Lembre-se, nEle, você pode!</p>
<p style="text-align: justify;">O terceiro ponto é que o chamado vem do Senhor. O poder, a força, o querer, o realizar, o sustentar, os meios, a certeza do cumprimento, enfim; tudo vem dEle e é por Ele. Assim como o Senhor separou de trinta e dois mil apenas trezentos para Israel não se gloriar contra o Senhor “dizendo: A minha própria mão me livrou” (14); nossas seguranças mundanas devem ser colocadas de lado. Deus não nos escolhe por merecimento ou capacidade. Escolhe unicamente por Sua vontade e beneplácito, para drmos fruto (15). Se Ele nos escolheu, chamou e salvou para algo; por que olharíamos para as impossibilidades, para nossos inimigos ou nossas incapacidades? Olhemos firmemente para Ele, Autor e Consumador de nossa fé; a fim de proclamarmos as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (16). Ele Se deu a conhecer por Sua Palavra, nos chamou e salvou. Sirvamos a Ele em amor e humildade, obedecendo-O e não temendo as circunstâncias adversas de nossa peregrinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) Juízes 17.6; depois repetido em 21.25, defendido por Merril F Unger – Manual Bíblico Unger – Vida Nova, p.136;</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Juízes 2.10, defendido por Lawrence Richards – Comentário Bíblico do Professor – Vida , p.205;</p>
<p style="text-align: justify;">(3) Juízes 6.6-7;</p>
<p style="text-align: justify;">(4) Romanos 6.17;</p>
<p style="text-align: justify;">(5) Romanos 10.14;</p>
<p style="text-align: justify;">(6) A Salvação Bíblica – Dr W. A.Criswell – Editora Fiel, p 1;</p>
<p style="text-align: justify;">(7) Mateus 28.20b;</p>
<p style="text-align: justify;">(8) Mateus 28.18;</p>
<p style="text-align: justify;">(9) Jó 42.5;</p>
<p style="text-align: justify;">(10) Juízes 6.18-21;</p>
<p style="text-align: justify;">(11) Juízes 6.15;</p>
<p style="text-align: justify;">(12) João 14.21a – NVI;</p>
<p style="text-align: justify;">(13) Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards – Vida , p.205;</p>
<p style="text-align: justify;">(14) Juízes 7.1-7;</p>
<p style="text-align: justify;">(15) João 15.16;</p>
<p style="text-align: justify;">(16) Hebreus 12.2 e 1Pedro 2.9.</p>
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		<title>Não temas, filho! Lamentações 3.57</title>
		<link>http://formulados.com.br/v2/2010/nao-temas-filho-lamentacoes-3-57/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 15:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Devocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Lamentações]]></category>
		<category><![CDATA[Não temas]]></category>

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		<description><![CDATA[“De mim te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.”
 
Jerusalém fora devastada pelos babilônios. O glorioso templo de Salomão tornou-se um montão de escombros. Um grande grupo de judeus foi deportado para o território babilônico. Este contexto histórico e trágico é a realidade em que o autor de Lamentações se encontra. Grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>“De mim te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: <strong>Não temas</strong></em>.<em>”</em></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Jerusalém fora devastada pelos babilônios. O glorioso templo de Salomão tornou-se um montão de escombros. Um grande grupo de judeus foi deportado para o território babilônico. Este contexto histórico e trágico é a realidade em que o autor de Lamentações se encontra. Grande parte dos estudiosos concorda que a autoria do texto é de Jeremias. Assim sendo, seu lamento é por demais dolorido já que ele profetizara, durante o reinado de cinco reis, alertando para o perigo da desobediência, recebendo como retribuição perseguições de morte, injurias e ódio. “Sua mensagem era basicamente de severo alerta contra o inevitável juízo do cativeiro Babilônico, se o povo não se arrependesse da idolatria e do pecado” (1). O capítulo três, onde está o verso de hoje “pode ser considerado o centro do livro, tanto por sua forma [...] quanto por seu conteúdo (a confissão do pecado e a fé na bondade de Deus)” (2).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que não temer?</strong> 1 porque ao chorar, mesmo que o momento seja muito difícil podemos ter esperança de perdão; 2 de sermos ouvidos; 3 e de sermos restaurados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aplicação: </strong>“Lamentações não é simples petição, é antes, uma resposta espontânea à presença do caos, ao estilhaçar das coisas, ao sofrimento e a própria morte em vida” (3). Este lamento sobre Jerusalém deve, para nós hoje, ser um lembrete que também temos o que lamentar. Não defendo a proposição que devamos ser lamuriosos, melindrosos e chorões. Defendo sim, que, uma bela beatitude ausente das pregações contemporâneas, mas presente no sermão de Jesus foi: “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados” (4). O choro descrito por Jesus era um choro sobre o pecado, pela injustiça causada pelo pecado do mundo. Lloyd-Jones, comentando Mateus, afirma que uma ideia errônea vem ganhando força: que para atrair os que não são crentes, devemos aparentar certa alegria. Ele completa: “há muitos que procuram assumir um ar de alegria e felicidade que não procede da alma, mas que é apenas uma simulação” (5). Jesus não pede isso, antes elogia o choro. Por quê? Porque o choro sincero e correto tem uma promessa: “serão consolados”. Esta promessa produz esperança. Podemos assim aprender a ter esperança, mesmo durante o choro (lamento). </p>
<p style="text-align: justify;">Arrependimento. Ao chorar, mesmo que o momento seja muito difícil podemos ter esperança de perdão. Não importa se você foi injustiçado, ou está colhendo os frutos de uma atitude errada. O bem e o mal, em última instância vêm do Senhor (6). Tanto o livro de Jeremias, como lamentações trazem uma exigência comum: arrependimento. A melhor forma de ter esperança é ter sempre um coração contrito, arrependido. Você pode perguntar: mas estou passando isso porque pequei? Não necessariamente. Mas a realidade é que sempre pecamos. João afirma que: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (7). Porque não aproveitar o momento adverso para fazer um auto-exame de conduta? John Piper revela: “Jamais ouvi alguém dizer: ‘As lições verdadeiramente profundas da vida aprendi-as em tempos de tranqüilidade e conforto’. Mas ouvi santos dizerem: ‘Todo avanço importante que já obtive em termos de compreender a profundidade do amor de Deus e de crescer profundamente com ele, veio pelo sofrimento’” (8). É lógico que ninguém gosta de sofrer. Mas é um momento de reflexão, onde poderemos nos avaliar, corrigir os erros e ter esperança no socorro Divino, pois se estamos errados, Ele nos perdoa e restitui; se estamos certos e injustiçados, é Ele quem nos fará justiça. Arrependimento e esperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser ouvido. Ao chorar, mesmo que o momento seja muito difícil podemos ter esperança de sermos ouvidos. Isso O glorifica. Primeiro nos arrependemos com convicção, pois isso nos traz esperança. “A convicção é uma medida preliminar e essencial, a fim de que haja verdadeira conversão da alma” (9). Depois clamamos a Quem sempre nos ouve. O verso 56 e 57 de Lamentações capítulo 3 diz: “ouviste a minha voz [...] de mim Te aproximaste”. O pedir perdão e saber que sempre se é perdoado abrem nossos olhos para uma linda realidade – O Senhor não se afasta de nós, nós por nos sentirmos culpados, é que nos afastamos dEle, assim como Adão no Éden (10). Ele sempre está conosco e conhece de perto o nosso sofrimento (11). Sua misericórdia é a causa de não sermos consumidos, e esta misericórdia não tem fim, renovando-se a toda manhã (12). Eis a razão da nossa esperança – Sua fidelidade é grande e nossa parte é o Senhor, vamos esperá-Lo com paciência (13). O mundo cristão contemporânea afirma que Deus somente é honrado quando somos prósperos em todas as coisas. Não concordo e faço minhas as palavras de Piper: “Deus é mais glorificado em nós quando estamos satisfeitos nEle” (14). Quando clamamos, Ele nos diz: não temas; mostrando Sua misericórdia e fidelidade à Suas promessas.</p>
<p style="text-align: justify;">Restauração. Ao chorar, mesmo que o momento seja muito difícil devemos ter esperança de sermos restaurados. Vemos em Lamentações que devemos ter esperança mesmo quando parece que esta morreu; que não devemos reclamar, a não ser que seja de nossos pecados; e ainda que devemos analisar nossos caminhos e voltar aos decretos do Senhor (15). Agora é a hora de esperar a promessa. Não devemos nos abater e nem ficar remoendo a dor. Quando o autor está ainda amargando a dor exclama: “Minha alma, continuamente, os recorda (a aflição e o pranto) e se abate dentro de mim” (16). Remoer uma mágoa, uma dor ou um medo por muito tempo nos faz mal. Passamos a criar um sentimento de revolta, de ódio, de vingança ou de pavor, para com determinadas situações ou pessoas. Isso não produz nada de bom em nós. O texto nos mostra que devemos aguardar a salvação do Senhor em silêncio (17), isto é, sem murmuração. Como ficar em silêncio em momentos de medo e de dor, enquanto aguardamos a restauração? Lembrando das promessas de misericórdia. Quando o autor começa a falar sobre misericórdia diz: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (18). E o que pode dar esperança, senão as promessas dEle? Enquanto a promessa não se cumpre, a esperança nos traz paz, confiança e um espírito de gratidão antecipada, glorificando ao Senhor. Sua promessa de misericórdia é fiel e nos promete remir a vida, julgando a nossa causa (19).</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(1)</strong> Manual Bíblico Unger – Merril F. Unger – Vida Nova, p. 272;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(2)</strong> Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – AT, Raymond E Brown, Joseph A Fitzmyer e Roland E Murphy (editores) – Academia Cristã e Paulus, p. 1099;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(3)</strong> idem;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(4)</strong> Mateus 5.4;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(5)</strong> Estudos no Sermão do Monte – David Martyn Lloyd-Jones – Fiel, p. 49;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(6)</strong> Lamentações 3.38;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(7)</strong> 1João 1.8;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(8)</strong> O Legado da Alegria Soberana – John Piper – Shedd Publicações, p 224;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(9)</strong> Estudos no Sermão do Monte – David Martyn Lloyd-Jones – Fiel, p. 50;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(10)</strong> Gênesis 3.9-10;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(11)</strong> Mateus 28.20 e Êxodo 3.7;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(12)</strong> Lamentações 3.22-23;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(13)</strong> Lamentações 3.23-24;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(14)</strong> O Legado da Alegria Soberana – John Piper – Shedd Publicações, p 240;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(15)</strong> Lamentações 3.18, 38-40;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(16)</strong> Lamentações 3.19-20;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(17)</strong> Lamentações 3.26;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(18)</strong> Lamentações 3.21;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(18)</strong> Lamentações 3.57-59.</p>
<p style="text-align: justify;">Ave Crux, Unica Spes!</p>
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		<title>Não temas, filho! Josué 8.1</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 21:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Devocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Josué]]></category>
		<category><![CDATA[Não temas]]></category>

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		<description><![CDATA[“Disse o Senhor a Josué: Não temas, não te atemorizes; toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai; olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra.”

O povo hebreu havia perdido sua primeira batalha, e a cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>“Disse o Senhor a Josué: Não temas, não te atemorizes; toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai; olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra.”</em></p>
<p><a href="http://www.formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/01/SIP2013033_Veer.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2636" title="SIP2013033_Veer" src="http://www.formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/01/SIP2013033_Veer-200x146.jpg" alt="SIP2013033_Veer" width="200" height="146" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O povo hebreu havia perdido sua primeira batalha, e a cidade de Ai (Hai) foi seu algoz. Este fato foi consequência de duas coisas: primeira – a soberba do povo hebreu que, ao invés de atacarem com força total, menosprezaram Ai, indo à luta com apenas alguns homens, achando que o pequeno exército oponente seria facilmente derrotado; segunda – o pecado de Acã tornou impuro todo o povo, pois este desobedeceu a Deus. Em Jericó, Acã tomou para si coisas condenadas e consagradas, a qual o Senhor disse que não tomassem ou que fosse para o Seu tesouro (1). Após a derrota, Josué, líder do povo, buscou a Deus e se humilhou, recebendo ordens de como agir: santificar o povo e punir quem trouxe condenação ao povo. Agora era hora de retomar a luta com Ai.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que não temer? 1 porque devemos confiar no Senhor e fazer nosso melhor sem sermos omissos; 2 porque devemos zelar pela glória do Senhor que é Soberano sobre todas as coisas; 3 porque em Jesus somos vitoriosos, não importando nossas dificuldades, mas confiando em Suas promessas bíblicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aplicação: Tanto Moisés quanto Josué, geralmente ouviam a expressão: “Não temas, nem te espantes!”. Agora a expressão é: “Não temas e não te atemorizes!”. Deus não é maravilhoso? Ele sabe que eu e você, teremos nossos momentos de temor. Ele sabe que enfrentaremos derrotas. Segundo Meyer, Ai “era uma localidade relativamente pequena; mas, sem Deus, até mesmo a menor oposição é demasiado grande para nós (2)”. A soberba, e o pecado da desobediência fizeram o povo ser derrotado em uma batalha. E Ele espera que aprendamos a lição. Perdemos batalhas, isso é normal, mas nunca a guerra, se com Ele estivermos. O choro que persiste durante a noite dá lugar à alegria ao amanhecer (3). Se nós olharmos para o problema e não para Deus, valorizamos por demais o problema e vamos temer. Após a derrota, é normal que o medo encontre espaço em nosso coração. Aqui entra o refrigério da Palavra de Deus: Não temas e não te atemorizes. Meyer diz que: “Não devemos permanecer muito tempo entregues ao desespero, mas pôr-nos de pé para descobrirmos a causa da nossa derrota e eliminá-la (4).” Chamo a atenção o fato de que nem sempre a derrota está aliada a desobediência. Às vezes os motivos são outros, mas a derrota sempre serve para uma reavaliação de nossa conduta. E mesmo que já tenhamos sido derrotados por uma situação, não devemos entrar em combate com medo. Para o reformador Calvino, batalha espiritual não é confrontar demônios, mas uma luta eterna e interna contra a nossa descrença. Essa descrença gera desobediência, desobediência gera medo, e consequentemente derrotas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acã não pôde se esconder atrás de seus pais ou sua tribo. Nós também não podemos nos esconder atrás dos erros dos outros, atrás de nossa família cristã, atrás do nosso sobrenome, nem de placa de igreja, muito menos do líder eclesiástico. A família de Acã padeceu porque sabia de seu erro, já que os objetos foram enterrados em sua tenda (5). Se nós formos coniventes com o pecado alheio (não importa de quem) seremos tidos por culpados também, pois parte da vida cristã é zelar pelo Nome do Senhor, amar e admoestar nossa família, mostrando zelo por ela também. Arrependimento é demonstração natural da fé recebida– significa que você entendeu os preceitos de Deus, que entendeu estar errando, que entendeu que em Jesus Deus lhe perdoou, e que através dEle você pode mudar de vida. Até aqui, Deus fez, a partir daqui, Ele lhe ajuda a fazer. A chamada ao povo hebreu pós arrependimento diz: “Não temas (&#8230;) dispõe-te, e sobe a Ai”. Algo como o Senhor falando: Eu te entregarei a cidade, mas faça o seu melhor. Foi o que foi feito por Josué, usando o melhor de seus conhecimentos militares (6). Mas não foi a força ou a estratégia do povo que obteve a vitória, mas sim o socorro do Senhor (ausente na derrota da primeira investida). Nossas falhas devem nos causar mais pânico por envergonhar o Senhor do que qualquer outra coisa. Assim é demonstrado se realmente amamos a Deus e O queremos como Senhor, ou se somente queremos um salvador que nos livre do inferno e nos abençoe. “Josué parecia mais preocupado com a desonra que recaiu sobre o Nome Divino do que com o revés sofrido por seus homens”, diz Meyer (7). Devemos considerar mais a Deus do que o que perdemos em nossas batalhas (não sei o que você possa ter perdido). Deus é zeloso por sua glória e devemos sempre olhar da perspectiva dEle. Analisar como Ele enxerga nossas vitórias, nossas derrotas, nossos pecados e nossos acertos e entender como melhor podemos desempenhar nosso papel de servos dEle para honra e glória dEle.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo tem o seu tempo e tempo para o seu propósito (8). Se na primeira experiência o povo foi reprovado através dos objetos tomados por Acã, agora em Ai a plenitude dos despojos foi concedida ao povo (9). Deus sabe o melhor momento para entregar as coisas ou retê-las. Que possamos aprender a Seu tempo e permanecer firmes em Suas provas. Observemos um esboço cronológico da batalha contra Ai no livro de Josué (10): pecado de Acã; o primeiro ataque a Ai – derrota; a descoberta e punição do pecado de Acã; segundo ataque – vitória. Compare com um esboço de nossa vida: o pecado de Adão; a Queda da humanidade – derrota; Deus vindo até nós em Jesus e vencendo a cruz, nosso arrependimento – vitória. Adão pode ser considerado o nosso Acã, reprovado e reprovando todos. Mas Josué (nome que significa: Javé é salvação, com variações no AT como Oséias e Jesus) pode ser considerado como uma figura de Jesus. Este Jesus que retirou nossa culpa e nos concede por graça a vida eterna. Devemos entrar em combate crendo que tudo se fez novo e que o Senhor já entregou o inimigo em nossas mãos. Creia, dispõe-te, sobe as batalhas da vida e vença, na força dEle para a glória do Seu Nome.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) Josué 6.17-19 e 7.1;</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento &#8211; F B Meyer – Betânia, p. 108;</p>
<p style="text-align: justify;">(3) Salmos 30.5;</p>
<p style="text-align: justify;">(4) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento &#8211; F B Meyer – Betânia, p. 108;</p>
<p style="text-align: justify;">(5) Josué 7.21;</p>
<p style="text-align: justify;">(6) Josué 8.3-8;</p>
<p style="text-align: justify;">(7) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento &#8211; F B Meyer – Betânia, p. 108;</p>
<p style="text-align: justify;">(8) Eclesiastes 3.1;</p>
<p style="text-align: justify;">(9) Josué 8.27;</p>
<p style="text-align: justify;">(10) Josué 7.1, 2-5, 6-26; 8.1-29.</p>
<p style="text-align: justify;">Ave Crux, Unica Spes.</p>
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		<title>Não temas, filho! Jeremias 10.5</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 15:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>beto_church</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional Não Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Beto]]></category>
		<category><![CDATA[Devocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional]]></category>

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		<description><![CDATA[“Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem.”

Jeremias está alertando a população de Judá para que esta tome verdadeira consciência de seu Deus e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>“Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. <strong>Não tenhais receio</strong> deles, </em><em>pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem</em>.<em>”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/01/OKP0009109_Veer.JPG"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2550" title="OKP0009109_Veer" src="http://www.formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/01/OKP0009109_Veer-150x150.jpg" alt="OKP0009109_Veer" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Jeremias está alertando a população de Judá para que esta tome verdadeira consciência de seu Deus e do pecado de abandonar ao Senhor, passando a temer deuses estranhos. Estamos em um dos vários trechos em que Jeremias expõe a apostasia de Israel. O contexto do verso em questão (1) é tido pelos estudiosos como uma sátira Divina sobre a idolatria. Segundo NCBSJ-AT (2) esta sátira “não tem a intenção de corrigir o desvio dos israelitas, mas de preveni-los de cair em total desvio, visto que agora estão vivendo entre pagãos”. Ímpios criam para si ídolos e os adoram e temem; mas o povo do Senhor não precisa temê-los, não deve adorá-los, pois estes não têm vida nem fazem mal ou bem.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Por que não temer?</strong> 1 porque o caminho do Senhor é diferente do dos incrédulos; 2 porque nossa confiança, segurança e esperança devem estar no Senhor que é Soberano; 3 porque Deus nos deixou a Sua palavra para criar, fortalecer e avaliar a nossa fé. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aplicação: </strong>Normalmente olhamos<strong> </strong>para os não cristãos como um povo que é idólatra, e de fato o é. Mas no texto, vemos que Jeremias está exortando o povo de Deus, o povo escolhido a não cair no pecado da idolatria. Você pode dizer: “ah, deste pecado estou livre!” – Será? Muitos líderes, professos cristãos já caíram e pior, levam o povo a cair junto neste erro, sutilmente. Podemos aprender três coisas aqui:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Primeiro</strong> não devemos aprender o caminho dos gentios (3). Estes crêem em macumbas e feitiçaria. São supersticiosos e sincretistas. Crêem em fábulas e em poderes de objetos inanimados. E por estes exemplos, infelizmente, podemos ver que muitos professos cristãos mostram que sua fé não está tão bem afinada como pensam. Como está a sua fé? Devido à opulência de templos cobertos de ouro ou óleo “dos ungidos”, devido ao misticismo pagão de crer que uma dita água de Jerusalém é poderosa, ou que um lenço molhado de suor tem poder, entre outras bizarrices, muitos crêem equivocadamente que há mais de Deus nestes lugares. Existe hoje até ídolos, cobertos de prata e ouro, entre outros luxos, que andam, falam e voam (em jatos particulares, comprados com o suor de seus piedosos seguidores). O Senhor nos diz que, tanto a criatura que esculpe ao mineral a qual é esculpido o ídolo, bem como lugares, são obras de Sua mão e que ao serem adorados não passam de espantalhos sem vida, que não se deve temer. Os caminhos para chegar ao Senhor são revelados por Ele, nas Escrituras, não em crendices e costumes. Não existem homens, lugares ou objetos sagrados. Existe um Deus santo que Se revela através de Sua santa Palavra (inclusive como se deve adorá-Lo).</p>
<p style="text-align: justify;">Em <strong>segundo</strong> lugar, nossa confiança deve estar no Senhor. Junto à confiança, podemos agrupar a esperança e a segurança. Vamos destrinchar melhor. Confiança, porque andamos por fé, não pelo que vemos (4). Isto posto, não devemos nos impressionar com sinais e maravilhas. Lutero disse certa feita: <em>&#8220;Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.&#8221;</em> Concordo plenamente com o reformador. Eu confio no Senhor, passo a conhecê-Lo e aprendo sobre Suas promessas através da Sua Palavra. Qualquer ensino, prática ou experiência que são estranhos a Sua palavra, eu desconsidero e me atenho a Bíblia. Soma-se a isto a segurança. Se confio no Senhor, maldições de ímpios, de feiticeiros, ou de líderes cristãos apóstatas não podem me amedrontar. Minha segurança está nEle, vem dEle e permanece nEle. “Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome” (5). Junto à segurança e confiança, vem a esperança. Espero no Senhor e somente a Ele devo temor. Não temo espantalhos de ouro ou prata que são fixados a martelo. Temo Aquele que não oscila, o “Rei das nações a quem isto é devido (&#8230;) quem não temeria a Ti?” (6). “Pois só Tu és Santo; por isso todas as nações virão e adorarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos” (7). </p>
<p style="text-align: justify;">Em <strong>terceiro</strong> lugar, somos advertidos a não nos tornarmos estúpidos e loucos (8). Para o comentarista Meyer (9), a majestade de Deus é contrastada com ídolos manufaturados, ou seja, o texto contrasta a grandeza do Rei das nações, Deus verdadeiro, vivo, eterno criador, com os objetos sem vida, feito a partir de elementos criados pelo Senhor, através de criaturas com vãos ensinos, a quem nos assemelharíamos ao segui-los. Ideia semelhante encontra-se no Salmo 115. Coloquemos, pois toda nossa confiança em Deus, conhecido por Sua Palavra. Segundo Elliff: “a fé não salva. Somente Deus salva&#8230; através da fé (&#8230;) A fé é um relacionamento mas também precisa ser racional. Não é apenas objetiva ou subjetiva, mas ambas as coisas” (10). Não tema ídolos de homens, não importa quais homens ou quais ídolos. Elliff ainda assevera que: “não somente os ensinadores humanos propagam falsamente tais crenças, mas também existe um ativo inimigo sobrenatural por trás de tudo isso (&#8230;) Qualquer fé alicerçada apenas em si mesma, inclusive com respaldo de algumas passagens da bíblia, ou fé em uma experiência sobrenatural separada dos fatos não pode ser verdade” (11). O único Deus da bíblia É Aquele que Se revela em TODA a bíblia. A única fé válida é aquela fundamentada no Deus de TODA a bíblia. Conheça mais sobre Ele através dela. “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (12). Você tem confiado no Deus das promessas? Ou somente nas promessas de qualquer um? “Muitas pessoas gastam mais tempo em examinar as verduras no supermercado do que em avaliar sua própria fé (13)”. Se você realmente conhece e confia em Deus, não tema nenhuma outra coisa, nem busque neles o bem; busque no Deus Vivo!</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(1)</strong> Jeremias 10.1-11;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(2)</strong> Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – AT, Raymond E Brown, Joseph A Fitzmyer e Roland E Murphy (editores) – Academia Cristã e Paulus, p. 564. Ainda que para os autores, esta perícope não seja autêntica, sendo, segundo eles, uma adição posterior exílica ou pós-exílica. Opinião esta não compartilhada pelo autor do texto;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(3)</strong> Jeremias 10.2;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(4)</strong> 2 Coríntios 5.7;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(5)</strong> Jeremias 10.6;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(6)</strong> Jeremias 10.7;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(7)</strong> Apocalipse 15.4;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(8)</strong> Jeremias 10.8;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(9)</strong> Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento &#8211; F B Meyer – Betânia, p. 379;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(10)</strong> Fé Inútil &#8211; Jim Elliff – Fiel, p. 4 e 12;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(11)</strong> idem, p. 13 e 14;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(12)</strong> 2 Coríntios 5.7;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(13)</strong> Fé Inútil &#8211; Jim Elliff – Fiel, p. 1.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Ave Crux, Unica Spes!</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>&#8220;Somos arrogantes e orgulhosos, que é o pior pecado, a mãe de todos os pecados.<br />
E chamamos isso de auto-estima.&#8221; Mark Driscoll</strong><br />
<strong>“Se não tens um amigo para te corrigir os defeitos, paga um inimigo para te prestar este benefício” (Pitágoras).</strong></strong></p>
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