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	<title>formulados.com.br &#187; Espiritualidade</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>Bolachas ilusão – recheadas de alegrias passageiras!</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 10:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bruno_vinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Vinícius]]></category>
		<category><![CDATA[Bolachas]]></category>
		<category><![CDATA[Salvação]]></category>

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		<description><![CDATA[Conseguir comprar o último episódio do Chaves, gostar de alguém que também está gostando de você, achar dinheiro no bolso da calça, principalmente quando não se tem dinheiro – ou calça. Existem coisas que realmente mudam o seu dia, mas não duram pra sempre... ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Conseguir comprar o último episódio do Chaves, gostar de alguém que também está gostando de você, achar dinheiro no bolso da calça, principalmente quando não se tem dinheiro – ou calça. Existem coisas que realmente mudam o seu dia, mas não duram pra sempre&#8230; Esse mundo em que vivemos é recheado de alegrias passageiras. Sensações ótimas, mas tão eternas quanto uma pedra de gelo exposta ao sol.</p>
<div id="attachment_3908" class="wp-caption alignleft" style="width: 247px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/09/bolacha_recheada2.jpg"><img class="size-medium wp-image-3908" title="bolacha_recheada2" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/09/bolacha_recheada2-237x300.jpg" alt="" width="237" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Bolacha Recheada</p></div>
<p style="text-align: justify;">PRECISAMOS DE ALGO MAIS DURADOLRO, não acha? Alguém sem começo e nem fim: eterno. Alguém maior que nós: todas as coisas foram feitas por ele, sem ele nada do que foi feito se fez. Alguém que não transforme somente o nosso dia, mas nos de a salvação:</p>
<p style="text-align: justify;">“Creia no senhor JESUS e você será salvo”</p>
<p style="text-align: justify;">Biscoitos do reino – agora com sabores eternos (exp<strong>i</strong>rimente)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Meu nome não é Lúcifer!</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 18:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo_aquino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Bibo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Anjos e Demônios]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcifer]]></category>
		<category><![CDATA[Satanás]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia no texto o que não podemos falar no programa ao vivo. Descubra se Lúcifer é mesmo o nome de Satanás.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Satanás vive dando entrevistas nas igrejas<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn1">[1]</a> por aí. Penso que uma das coisas que ele deveria falar é: <strong>Parem de me chamar de Lúcifer</strong>! Se bem que para o “peludo”<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn2">[2]</a>, quanto mais ignorante o povo for a seu respeito, melhor, como bem frisa CS Lewis em seu magnífico livro<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn3">[3]</a> <em>Cartas de um diabo ao seu aprendiz</em> (Martins Fontes).</p>
<p style="text-align: justify;">Na mente evangélica é automático associar o nome Lúcifer à Satanás, isso é aceito como verdade inquestionável. Porém, nem sempre foi assim na história da igreja. Até o século IV um bispo cristão ainda podia chamar-se São Lúcifer e seus seguidores de luciferianos. Somente quando alguns Pais da Igreja começaram a interpretar <a title="NVI ON LINE" href="http://www.irmaos.com/bibliaonline/?busca=Is%2014.12" target="_blank"><span style="color: #3366ff;">Is 14.12</span></a> como sendo o relato da queda de Satanás, que essa associação aconteceu e Lúcifer passou a ser nome do diabo.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn4">[4]</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/09/Banner-Luci.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3878" title="Banner Luci" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/09/Banner-Luci-300x115.jpg" alt="" width="300" height="115" /></a>A palavra lúcifer foi introduzida no texto de Is 14.12, por ser a tradução latina da palavra hebraica <em>hêlel, </em>que significa “portador da luz” ou “estrela da manhã”. Era o nome latino para o planeta Vênus, o objeto mais brilhante no céu depois do sol e da lua, que algumas vezes aparece de noite, outras vezes pela manhã.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn5">[5]</a> </p>
<p style="text-align: justify;">O texto de Is 14 em seu contexto, em nenhum momento sugere a queda de um ser angelical. É explicitamente um oráculo contra o rei da Babilônia (v. 4), um ser humano que queria ser igual a Deus.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn6">[6]</a> O título dado ao rei, Estrela d`alva, ou estrela da manhã, é de ascendência mítica em literaturas antigas, e “aplicado ao rei de Babilônia equivale a título divino”.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn7">[7]</a> Título aplicado de forma pejorativa, pois o rei babilônico, com sua glória e pomposidade, se considerava entre os deuses.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn8">[8]</a> Mas a profecia coloca o rei em seu devido lugar a partir do versículo 15. Leia o texto, vai ajudar a entender melhor a reflexão, <strong><em><a title="NVI ON LINE" href="http://www.irmaos.com/bibliaonline/index.php?tarefa=explora&amp;liv1=23&amp;cap=14" target="_blank">clique aqui</a></em></strong>. </p>
<p style="text-align: justify;">Oropeza afirma: “O rei da Babilônia, não Satanás, está em foco, porque ‘subjuga as nações’ (Is 14.12). É difícil ver como Satanás poderia subjugar nações inteiras em sua queda original, quando elas ainda nem existiam”.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn9">[9]</a> </p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que, não se encontra amparo nem no Novo Testamento nem nos escritos dos pais apostólicos<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn10">[10]</a> nenhuma afirmação de que Satanás uma vez foi um belo anjo chamado Lúcifer. Como já dissemos acima, foi a partir do séc. III, com Orígenes, que essa associação começou e nunca parou. Contudo, uma exegese honesta com o texto bíblico não pode cometer esse erro. Dizer que Lúcifer é Satanás é ser arbitrário na escolha dos versículos. É ler o texto isolado de seu contexto, acreditando que ele contém uma verdade escondida, mais espiritual. É querer fazer o texto falar algo que ele não quer falar! Não é dessa forma que se lê e interpreta a Bíblia. Eu não posso escolher dois ou três versículos bíblicos, isola-los e dizer que eles querem dizer tal coisa. </p>
<p style="text-align: justify;">O texto de Is 14 sempre é comparado com Ez 28:11-19. Não iremos entrar em detalhes agora, mas os mesmos princípios aplicados em Isaías servem para Ezequiel. Só deixo de tira gosto o v. 2 do cap. 28 “&#8221;Filho do homem, diga ao governante de Tiro: Assim diz o Soberano, o Senhor: &#8220;No orgulho do seu coração você diz: &#8216;Sou um deus; sento-me no trono de um deus no coração dos mares&#8217;. Mas <strong>você é um homem</strong>, e não um deus, embora se considere tão sábio quanto Deus”.  </p>
<p style="text-align: justify;">Podem perguntar: “se esses textos bíblicos não falam da queda de Satanás, onde fala?” A bíblia não relata com clareza a queda de Satanás, pois ele não é seu foco, assim como os anjos, é assunto marginal. Calvino afirma:</p>
<p style="text-align: justify;">“Murmuram alguns por que a Escritura não expõe, sistematicamente e distintamente, em muitas passagens, essa queda e sua causa, modo, tempo e natureza. Mas uma vez que essas coisas nada têm a ver conosco, lhe pareceu melhor, ou não dizer absolutamente nada, ou que fossem apenas tocadas de leve, pois não foi digno do Espírito Santo alimentar-nos a curiosidade com histórias fúteis, destituídas de proveito. E vemos ter sido este o propósito do Senhor: nada ensinar em seus sagrados oráculos que não aprendêssemos para nossa edificação”. As Institutas I 14.16.</p>
<p style="text-align: justify;"> Só enfatizo que com esse texto não estou negando a existência ou queda de Satanás, estou apenas dizendo que não temos amparo exegético seguro para chama-lo de Lúcifer. Satanás tem muitos nomes, mas não Lúcifer. Aliás, se tem alguém na bíblia, digno de receber esse nome, é o próprio Cristo, ele sim, é a verdadeira Estrela da Manhã (Ap. 22.16).<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn11">[11]</a> </p>
<p style="text-align: justify;">Ficou claro? Caso não, use os comentários para postar a sua dúvida. Vamos caminhar juntos!</p>
<p> </p>
<hr size="1" />
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref1">[1]</a> As entrevistas com o demônio começaram no Brasil, com intensidade, a partir da década de sessenta com a Igreja Deus é Amor e ganhou força nacional com as igrejas neopentecostais (pseudo-pentecostais para alguns teóricos como Robinson Cavalcante).</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref2">[2]</a> A palavra hebraica seirim é traduzida em algumas versões (como a NVI) como “ídolos bodes”. Na tradição hebraica os seirim eram chamados “peludos”, uma referência a espíritos malignos.</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref3">[3]</a> Algum livro do Lewis não é magnífico?</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref4">[4]</a> CROSS, F. L.; LIVINGSTONE, E. A. (org) In: OROPEZA, B. J. <strong>99 perguntas sobre anjos, demônios e batalha espiritual.</strong> São Paulo: Mundo Cristão, 2000. p. 85.</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref5">[5]</a> D.H.W. <em>Lúcifer</em> In: DOUGLAS, J.D. (org) <strong>Novo dicionário da bíblia.</strong> São Paulo: Vida Nova, 1995. p. 967.</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref6">[6]</a> Algo bem típico da raça humana desde Adão!</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref7">[7]</a> SCHÖKEL, L. A.; SICRE DIAZ, J. L. <strong>Profetas I Isaías – Jeremias.</strong> São Paulo: Paulus, 1988.<strong> </strong>p. 181.</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref8">[8]</a> D.H.W. <em>Lúcifer</em> In: DOUGLAS, J.D. (org) <strong>Novo dicionário da bíblia.</strong> São Paulo: Vida Nova, 1995. p. 967.</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref9">[9]</a> OROPEZA, B. J. <strong>99 perguntas sobre anjos, demônios e batalha espiritual.</strong> São Paulo: Mundo Cristão, 2000. p. 85.</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref10">[10]</a> Homens que preservaram a doutrina dos apóstolos no segundo século da era cristã.</address>
<address><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref11">[11]</a> D.H.W. <em>Lúcifer</em> In: DOUGLAS, J.D. (org) <strong>Novo dicionário da bíblia.</strong> São Paulo: Vida Nova, 1995. p. 967.</address>
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		<title>A TEOLOGIA DA CRUZ</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 17:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Formulados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[crucificação]]></category>
		<category><![CDATA[Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Albano]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia da Cruz]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando Albano  No Evangelho de Marcos observamos uma verdadeira teologia da cruz. Há uma notável identificação de Deus com a fraqueza e miséria humana. O Messias é alguém que sofre na cruz (Mc 9.9-10; 15.39), portanto, é um servo sofredor; algo paradoxal para a figura do Messias triunfante e poderoso conforme entendida pelo Judaísmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Fernando Albano</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"> No Evangelho de Marcos observamos uma verdadeira <em>teologia da cruz. </em>Há uma notável identificação de Deus com a fraqueza e miséria humana. O Messias é alguém que sofre na cruz (Mc 9.9-10; 15.39), portanto, é um servo sofredor; algo paradoxal para a figura do Messias triunfante e poderoso conforme entendida pelo Judaísmo da época (Is 53.1-7). Nesse sentido, a teologia da cruz em Marcos fundamenta-se na identificação divina com o sofrimento humano. O amor e a justiça de Deus conduzem Jesus à cruz. É na cruz que ocorre a maior revelação de Deus: o pecado é apresentado como algo terrível que resultou na morte do Filho e, além, disso ficou comprovado o amor de Deus. “<em>Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” </em>(Rm 5.8).</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de confusão doutrinária e igrejas-empresas, comprometidas com a conhecida “Teologia da Prosperidade”, parece-nos salutar atentar para a realidade dura e crua, como Marcos nos apresenta a revelação de Deus. Deus não se revela plenamente por intermédio de bênção e milagres, mas sim na terrível cruz.</p>
<p style="text-align: justify;"> Vale considerar que, se o Filho de Deus obteve fim tão trágico, ainda que tenha sido por nossos pecados, o que não poderá suceder aos seus discípulos? <em>“Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará” </em>(Mc 8.34-35)<em>.<a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/09/Cruz.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-3871" title="Cruz" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/09/Cruz-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>            </em>Marcos enfatiza a morte de Jesus em boa parte de seu evangelho. Mais ou menos um quinto do seu conteúdo é dedicado à morte e ressurreição de Cristo.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn1">[1]</a> Marcos não deixa dúvidas de que a cruz é central em seu livro.  E, como vimos esta morte de Jesus tem implicações para o discipulado cristão, especialmente no que tange a morte do nosso ego. Contudo, não foi apenas para se identificar conosco e nos dar exemplo, que Cristo assumiu a condição humana e morreu, mas principalmente para expiar<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn2">[2]</a> a nossa culpa. De acordo com Marcos, o pecado da humanidade foi o principal motivo da morte e ressurreição de Jesus Cristo (Mc 8.31; 14.31).</p>
<p style="text-align: justify;">            A morte de Jesus não ocorreu apenas por que ele atacou as estruturas religiosas da época; por que em sua vida demonstrou aspectos revolucionários que teriam motivado o desfavor do império romano, resultando em sua condenação à morte. Estes aspectos, apesar de serem verdadeiros não constituem o motivo central da morte de Jesus. Acima de tudo sua paixão cumpre com o desígnio redentor de Deus. Sua morte tem efeito vicário, isto é, Cristo morreu em lugar do pecador, segundo o desígnio de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, há teólogos que negam a necessidade da morte de Jesus para a efetivação da reconciliação. Ensinam que Jesus não teve que morrer para que Deus pudesse perdoar os homens. Deste modo, minimizam o conceito de “ira de Deus”, claramente exarado nas Escrituras (Rm 1.18; Mt 23.33; Jd 14,15).</p>
<p style="text-align: justify;">            Para Marcos a morte de Jesus não era comum. No Calvário aconteceu algo significativo para a humanidade. Além de Jesus morrer em lugar do ser humano pecador, sua morte tem um caráter de resgate: “<em>O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” </em>(10.45). Segundo Morris:</p>
<p style="text-align: justify;">Resgate era o termo relacionado com o preço pago para libertar um prisioneiro de guerra, um escravo ou alguém sentenciado à morte. Ele não diz do que está libertando as pessoas, mas, no contexto deste evangelho, claramente se trata de liberdade do pecado e de uma vida pecaminosa. Essa liberdade não vem de modo fácil ou automático. Ela tem um preço, e Jesus pagou esse preço.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn3">[3]</a></p>
<p style="text-align: justify;">            De acordo com o evangelista, este resgate está intimamente ligado ao ato de Jesus beber do “cálice”, que representa o sofrimento da punição retributiva (14.36). Isto de conformidade à vontade de Deus. Na última ceia, Jesus deixou bem claro, que o pão e o cálice  representam o seu corpo e sangue que seria “derramado em favor de muitos” (12.22-24).<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn4">[4]</a> Deste modo, parece irrefutável que Marcos defende a ideia de que a morte de Jesus não foi algo acidental, mas realização do propósito de Deus e, que o próprio Jesus estava consciente disto. Convém destacar que Paulo, o primeiro teólogo da Igreja primitiva já defendia tais conceitos (1 Co 15.3-4).<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn5">[5]</a> Definitivamente Jesus pagou o preço do resgate da humanidade, e, isso faz parte do propósito de Deus.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn6">[6]</a></p>
<p style="text-align: justify;">            Para a Igreja primitiva, a interpretação da cruz como fazendo parte do projeto de Deus foi de fundamental importância para acreditar em Jesus ressuscitado. Não há dúvidas de que as comunidades cristãs entenderam a morte de Jesus na cruz como mediação para reconciliar a humanidade com Deus (Rm 5.6,10; 14,15; 1 Co 8.11; 2 Co 5.18-19), libertando-nos da lei (Gl 3.13).<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn7">[7]</a> A teologia de Marcos vai nesta direção, de tal modo, que pode perfeitamente ser denominada de “teologia da cruz”.</p>
<p style="text-align: justify;">            Isto posto, hoje, as igrejas comprometidas com a Bíblia devem alçar a bandeira da “teologia da cruz”, e seguir pregando o Evangelho que cura, liberta, abençoa, mas que também chama para a renúncia, morte do ego, enfim para a cruz.       </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref1">[1]</a> MORRIS, Leon. <strong>Teologia do Novo Testamento. </strong>São Paulo: Vida Nova, 2003.  p. 117.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref2">[2]</a> Expiação em sentido religioso, como era compreendida em todo o mundo antigo, pressupõe que o mundo está sujeito a uma ordem cuja não observância é castigada pelos poderes supra-mundanos. Somente a expiação, portanto, pode romper uma reação em cadeia de pecado e desgraça.GOPPELT, Leonhard. <strong>Teologia do Novo Testamento. </strong>3. ed.<strong> </strong>São Paulo: Teológica, 2003.  p. 210.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref3">[3]</a> MORRIS, 2003, p. 132-33.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref4">[4]</a> Vale ressaltar que, as comunidades cristãs conheciam muito bem a ceia. Deste modo, o evangelista Marcos ao realçar a relação da ceia com o salvador, contribui para livrar o rito cristão de ser compreendido como mera mecânica litúrgica.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref5">[5]</a> Segundo especialistas, os escritos do apóstolo Paulo (anos 50 do século I) antecedem os Evangelhos. Cf. BROWN, Raymond E. <strong>Introdução ao Novo Testamento. </strong>São Paulo: Paulinas, 2004.  p. 58.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref6">[6]</a> <em>A quem</em><strong> </strong><em>Jesus pagou o preço do resgate da humanidade?</em> Alguns afirmam que Jesus pagou ao diabo. Mas esta interpretação é completamente equivocada, pois a humanidade pecou contra Deus, logo, a dívida diz respeito a Deus e não ao diabo. Portanto, Jesus quitou a nossa dívida junto à justiça divina (Cf. 1 Jo 4.10). Por outro lado, hesitamos em falar em pagamento de “resgate” a Deus Pai, porque não era ele que nos mantinha como escravos, mas sim nossos próprios pecados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref7">[7]</a> GASS, Ildo Bohn. <strong>Uma introdução à Bíblia: </strong>as comunidades cristãs da primeira geração. São Leopoldo: CEBI; São Paulo: Paulus, 2005. p. 38-39.</p>
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		<title>Falar é Prata</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 20:59:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo_aquino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Bibo]]></category>
		<category><![CDATA[bibo]]></category>
		<category><![CDATA[falar menos]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Amorese]]></category>
		<category><![CDATA[Ultimato]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse ótimo texto de Rubem Amorese falou comigo de pelo menos duas formas, espero que fale com você também! Leia e reflita, valerá a pena!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Este ano pretendo falar menos.</p>
<p>Dizem que precisamos falar 15 mil palavras diárias para manter a sanidade. Será que precisamos dizê-las mesmo que ninguém esteja ouvindo &#8212; ou gostando? E se a família se encontrar à noite, todos com suas cotas vencidas?</p>
<p>Bem, fica decidido também que, se eu sentir que estou entrando em crise de abstinência, então passarei a conversar com um gravador.</p>
<p>Falando sério, eu gostaria de evitar aquela sensação de “músico de churrascaria”, que toca para ninguém (mas, se faz um intervalo, o povo reclama, porque está pagando).</p>
<p>Não é birra, não. Na verdade, a intenção é ser mais relevante no falar. E, para isso, só falar quando for relevante &#8212; para quem ouve.<sup>1<a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/08/ouvir.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3794" title="ouvir" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/08/ouvir-234x300.jpg" alt="" width="164" height="210" /></a></sup></p>
<p>Para viabilizar esse propósito, fixo algumas metas, no coração.</p>
<p>Tentarei me calar quando alguém estiver falando. Falar junto pode trazer um clima de “grande família” à conversa, mas cai na categoria “churrascaria”. Um recurso usado nessa hora é elevar a voz (90 decibéis está bom) para se sobrepor e fazer o outro calar. Tipo “vencer a parada” &#8212; e gozar do raro prazer de completar a frase.</p>
<p>Nesse mesmo sentido, quero aprender a me calar quando for atropelado por outros falantes. Isso porque, mesmo que eu já esteja com o direito adquirido, se outro começar a falar antes de eu terminar, minha fala já estará carimbada de irrelevante.</p>
<p>Quero ficar atento ao interesse de meus interlocutores. Tenho a tendência de continuar falando só para completar a ideia, quando já estão de costas para mim (ou quando o grupo já desviou a atenção para outro, com cota vencida). Essa contínua avaliação, além de me ensinar sobre relevância, me ajudará a ser interessante no falar. E a transmitir “graça aos que ouvem” (Ef 4. 29).</p>
<p>Para falar menos, e ainda assim trazer graça, precisarei ser mais construtivo. São poucos os que se interessam por críticas &#8212; e por críticos. Portanto, análises impiedosamente sérias, só “on demand”.<sup>2</sup> E nunca em grupo, pois podem não interessar a todos.</p>
<p>Outra ideia: linguagem ácida ou irônica, só se for engraçado. Como elemento de veemência ela pode passar a ideia de amargura. Falar mal de pessoas, nem “on demand”.</p>
<p>Finalmente, investirei em diálogos genuínos. Porém compensarei economizando em discussões, em ameaças &#8212; aqui, precisarei cuidar também do olhar &#8211;, em broncas e em conselhos não solicitados.</p>
<p>Pedirei a Deus que me ensine a encontrar mais prazer no ouvir do que no falar.</p>
<p>Fui convidado a pregar numa grande igreja. Noite de muita agitação. Caravanas chegando. Mais de 5 mil lugares. Comecei o sermão e o movimento continuava.</p>
<p>Eu ainda saudava a igreja quando chegou um político, em campanha eleitoral, com seu séquito. Como eram evangélicos, subiram ao grande púlpito. Terminei a leitura bíblica e ainda havia gente arrastando cadeiras atrás de mim, para acomodar a comitiva ilustre. Percebendo estar falando sozinho, fiz um teste. Levantei a voz e disse: “E que Deus, assim, nos abençoe &#8212; amém, irmãos?”. E ouvi um grande amém. Fechei a Bíblia, passei a palavra, e ninguém estranhou. Acho que fui construtivo.<br />
“O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Pv 21.23).</p>
<p><strong>• Rubem Amorese </strong>é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, <a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_livros&amp;util=1&amp;registro=262" target="_blank">Louvor, Adoração e Liturgia</a> e <a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_livros&amp;util=1&amp;registro=500" target="_blank">Fábrica de Missionários &#8212; nem leigos, nem santos</a>.<br />
<a href="javascript:location.href='mailto:'+String.fromCharCode(114,117,98,101,110,64,97,109,111,114,101,115,101,46,99,111,109,46,98,114)+'?'">ruben@amorese.com.br</a><br />
<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong><br />
1. &#8230;calar é ouro.<br />
2. A pedido</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte:<a title="Site Ultimato" href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&amp;secMestre=2565&amp;sec=2589&amp;num_edicao=322" target="_blank"> Coluna Ponto Final da Revista Ultimato</a></p>
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		<title>Cosmovisão Cristã</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 19:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo_aquino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Bibo]]></category>
		<category><![CDATA[bibo]]></category>
		<category><![CDATA[cosmovisão]]></category>
		<category><![CDATA[Diaconia]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ A palavra cosmovisão significa visão de mundo e em termos gerais quer dizer a forma, ou a “lente” com a qual enxergamos a realidade. Entenda mais no post!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A Influência da Igreja Evangélica Brasileira</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o sociólogo Rodolfo Amorim, as religiões históricas devem desempenhar duas funções básicas: a primeira seria apresentar a mensagem de salvação pessoal num relacionamento com Deus e a segunda seria fornecer uma lente para interpretarmos o mundo. De acordo com o sociólogo a igreja brasileira não tem respondido adequadamente a segunda função. Ela ficou restrita ao âmbito privado, ou seja, uma dimensão muito estreita da vida, e pior, aceitou essa condição cultural. Amorim diz: </p>
<p style="text-align: justify;"><em>Segundo essa proposta cultural, os cristãos poderiam viver e expressar sua fé apenas na esfera privada da vida, sem direito a voz ou participação concreta nas questões fundamentais de interesse público, como política, mídia, ciências e educação.</em><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftn1"><em>[1]</em></a> </p>
<p style="text-align: justify;">Comumente ouvimos nas pregações que a igreja não foi feita para ficar entre quatro paredes, porém, no entendimento da maioria, sair das quatro paredes é fazer somente evangelismo, entregando um panfleto aqui, ajudando um missionário ali, etc. Pensar dessa maneira é não compreender a magnitude que é ser representante de Deus fora do templo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja de Cristo tem (deveria ter) uma cosmovisão distinta das demais instituições, pois ela enxerga o mundo com os olhos do Criador. Mas o que é cosmovisão? O que é enxergar o mundo com os olhos de Deus?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Cosmovisão Cristã</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> A palavra cosmovisão significa <em>visão de mundo</em> e em termos gerais quer dizer a forma, ou a “lente” com a qual enxergamos a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Wolters, uma cosmovisão teria o papel de um guia para a vida, mesmo quando presente de forma inconsciente e desarticulada em uma pessoa. Funciona como um compasso ou um mapa, que nos orientaria quanto ao mundo em geral, dando-nos um sentido do que está certo e errado na confusão dos eventos e fenômenos que confrontamos, afetando a forma como acessamos os eventos da vida, assuntos e estruturas de nosso tempo e sociedade.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftn2">[2]</a></p>
<p style="text-align: justify;">Fica evidente a partir da definição de Wolters que todos nós temos uma visão de mundo, ninguém que vive em sociedade está imune a uma filosofia de vida. Cosmovisão pode ser entendido como uma filosofia ou conceito, adotado por um indivíduo ou grupo social, para nortear suas ações no mundo.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftn3">[3]</a></p>
<p style="text-align: justify;">Para entendermos um pouco o poder de influência da sociedade sobre o indivíduo, podemos citar a preocupação de Deus em orientar o povo de Israel, para que fugisse das relações mistas e educasse seus filhos na lei do Senhor, a fim de não se contaminar com as práticas pagãs (Dt 6 -7). Também os cristãos são exortados a não se conformarem com o espírito deste século (Rm 12.1-2).<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftn4">[4]</a></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito deste século é hostil a Deus e a sua palavra, por isso, se faz necessário falar em cosmovisão cristã, para que o povo de Deus saiba viver nesse mundo e não pereça por falta de conhecimento. Como dito acima, todos nós temos uma cosmovisão, contudo, muitos não sabem definir a sua, logo, são facilmente controlados por idéias que nunca chegam a conhecer. Isso é inadmissível para o cristão, pois ele precisa saber a razão de sua fé, precisa saber como Deus enxerga o mundo e que tipo de gente Ele quer como súditos de seu reino.</p>
<p style="text-align: justify;">O ser humano pós-moderno vive inundado em cosmovisões, ele aceita todas que de alguma forma possa preencher e dar sentido a sua vida. Fato é que, mesmo nessa diversidade de visões e modos de viver, o homem moderno continua desorientado.</p>
<p style="text-align: justify;">O mundo de hoje, nesse sentido, é bem parecido com o mundo do primeiro século da era cristã, ao qual chegou a mensagem do evangelho. Nas palavras de Ferreira em sua Teologia Sistemática: </p>
<p style="text-align: justify;"><em>[...] era um mundo pluralista, onde havia muitas cosmovisões em competição pelos corações das pessoas. Neste meio, a proclamação do evangelho de Jesus Cristo ofereceu um desafio total. E tal evangelho legou ao mundo antigo uma cosmovisão íntegra e coerente, adequada para lidar com todas as áreas da vida.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> Sendo assim, fica evidente que a igreja como representante de Deus na terra, deve ter uma cosmovisão que preserve a vida em todas as suas dimensões. Por isso devemos nos perguntar se a nossa missão tem cumprido esse papel.</p>
<p style="text-align: justify;">O assunto é muito amplo e não temos condições de ampliar mais o tema, mas cremos que isto ficou claro: <em>é a comunidade de Jesus que tem a responsabilidade de viver diaconicamente</em>!</p>
<p style="text-align: justify;">POr Rodrigo &#8220;Bibo&#8221; de Aquino</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="mailto:bibo@formulados.com.br">bibo@formulados.com.br</a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a> SOUZA, Rodolfo A. C. de. In: LEITE, Cláudio A. C. (org) <strong>Cosmovisão cristã e transformação:</strong> espiritualidade, razão e ordem social. Viçosa: Ultimato, 2006. p. 40.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftnref2">[2]</a> SOUZA, Rodolfo A. C. de. In: LEITE, Cláudio A. C. (org) <strong>Cosmovisão cristã e transformação:</strong> espiritualidade, razão e ordem social. Viçosa: Ultimato, 2006. p. 41.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftnref3">[3]</a> James Sire, escritor cristão, definiu cosmovisão como: “um compromisso, uma orientação fundamental do coração, que pode ser expresso como uma narrativa ou como um conjunto de pressuposições (suposições que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou inteiramente falsas) que nós sustentamos (consciente ou subconscientemente, consistente ou inconsistentemente) sobre a constituição básica da realidade, e que fornece o fundamento sobre o qual nós vivemos, nos movemos e existimos.” SIRE, J. <em>Apud</em> OLIVEIRA, Fabiano de Almeida. Reflexões críticas sobre <em>Weltanschauung  </em>In: <strong>Fides Reformata.</strong> São Paulo: Mackenzie, 1996. v. 3, n. 8. p. 34.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-admin/post-new.php#_ftnref4">[4]</a> OLIVEIRA, 1996. v. 3, n. 8. p. 37. Por isso os pais devem educar seus filhos no caminho do Senhor para prepará-los contra a enxurrada de cosmovisões contrárias ao evangelho. Isso quer dizer que se os pais não assumirem seu papel de “construtores sociais ativos”, introduzindo seus filhos neste mundo hostil a Deus e à sua palavra, certamente a sociedade secularizada o fará em sentido contrário.</p>
<p> <a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/COSMO2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3746" title="COSMO2" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/COSMO2-300x115.jpg" alt="" width="300" height="115" /></a></p>
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		<title>Cara de fuinha</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 19:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bruno_vinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Vinícius]]></category>
		<category><![CDATA[Cronicas]]></category>

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		<description><![CDATA[É como a gente fica depois que consegue alguma coisa que queria muito e percebe que aquilo não mudou em nada a nossa vida. Continue lendo no post!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>É como a gente fica depois que consegue alguma coisa que queria muito e percebe que aquilo não mudou em nada a nossa vida. Uma bicicleta nova (barra circular), uma namorada massa (calabreza), a aprovação em tal exame (urina), a bateria dos seus sonhos (duracell). Conquistas são tão eternas quanto às emoções que as acompanham. </strong><strong>Passam!</strong></p>
<p><strong>Coisas só tem capacidade de preencher lugares, não corações. Jesus preenche os dois e ainda sobra um pouco pra amanhã!</strong><strong> Completa!</strong></p>
<p><strong>Ter esperança em coisas é viver pela metade. Confiar em Jesus Cristo é ter vida plena: </strong></p>
<p><strong><em>&#8220;Eu vim para tenham vida e vida com abundância.&#8221;</em></strong></p>
<p><strong>E isso nem Freud explica!</strong></p>
<p>Por Bruno Vinícius</p>
<p><a href="mailto:bruno@formulados.com.br">bruno@formulados.com.br</a></p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/cara-de-fuinha.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3739" title="cara de fuinha" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/cara-de-fuinha-300x115.jpg" alt="" width="300" height="115" /></a></p>
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		<title>A diaconia de Jesus como modelo de serviço</title>
		<link>http://formulados.com.br/v2/2010/a-diaconia-de-jesus-como-modelo-de-servico/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 20:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Formulados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Diaconia]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Albano]]></category>

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		<description><![CDATA[No julgamento final o que “salta” aos olhos é que a vida eterna está relacionada a práticas bem concretas e “materiais”, tais como:... confira no post do Professor Fernando Albano!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/04/humildade.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-3239" title="humildade" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/04/humildade-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A diaconia de Jesus é ação em favor da vida. É serviço humilde e olhos atentos para as necessidades que militam contra a vida. Trata-se de uma verdadeira espiritualidade encarnada na vida concreta, que não fecha os olhos para a realidade. Segundo Gaede Neto, os textos que aludem às palavras de Jesus sobre o “julgamento final” (Mt 25.31-46), “o bom samaritano” (Lc 10.25-37) e o “lava pés” (Jo 13.1-20) podem ser considerados textos clássicos da diaconia. A tradição atribui principalmente a eles o propósito de embasar a ação caritativa da Igreja. Muitos foram inspirados a trabalhar em instituições de assistência, práticas de caridade, entre outros a partir do impacto que esses textos causaram em suas vidas.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn1">[1]</a></p>
<p style="text-align: justify;">No julgamento final o que “salta” aos olhos é que a vida eterna está relacionada a práticas bem concretas e “materiais”, tais como: dar de comer, dar de beber, acolher, vestir o necessitado e cuidar dos enfermos e a visitação aos prisioneiros. Na história do bom samaritano a ênfase está em ajudar o próximo independentemente de quem seja, assim, o próximo é aquele que precisa da gente. Em João 13 observamos o belo exemplo de humildade do Cristo que, se curva pega a bacia e lava os pés dos discípulos. Cristo demonstra sua condição de servo que deve ser imitado por todos aqueles que o seguem.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Jesus Cristo todos são dignos de serem servidos; todos necessitam de perdão, segurança e cuidado. Um belo exemplo disso pode ser visto no relato do doente esquecido no tanque de Betesda. Este lamenta: “<em>Senhor não tenho ninguém&#8230;” </em>(Jo 5.7). Jesus se sensibiliza com sua dor e resolve curá-lo. É necessário que reconheçamos o ser humano que tem direito de receber a dignidade de criatura de Deus, necessitada de cuidado e perdão todos os dias. Diaconia começa com a capacidade de abrir os olhos e ver os necessitados.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma expressão bíblica que chama-nos a atenção é: “Por acaso sou guardião de meu irmão”? Caim foi quem fez esta infeliz pergunta (cf. Gn 4.9),  pois a resposta só pode ser uma: sim! Sou guardião do meu irmão. Precisamos cuidar uns dos outros. Contudo, muitos têm se deixado moldar pelo individualismo que caracteriza este período histórico, denominado “pós-modernidade” ou “modernidade tardia”. Assim, já não temos tempo para prestar atenção nas necessidades alheias, pois estamos demasiadamente ocupados com nossa própria vida, espaço e oportunidades. Muitos já se deixaram persuadir pela terrível ideia de que não há lugar para todos! Deste modo, cada qual a seu modo tenta com todas as forças garantir seu “lugar ao sol”. Não precisamos dizer que esta postura de vida é totalmente contrária ao estilo de vida proposto-nos por Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">É necessário que o modelo de diaconia do Senhor, desperte a consciência da Igreja para que esta assuma corajosamente seu lugar no mundo, como espaço de vida em que se pode obter conselho e cuidado, o contato com o amor e a graça de Deus que a todos acolhe e perdoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Fernando Albano &#8211; <a href="mailto:fernando@ceeduc.org">fernando@ceeduc.org</a></p>
<p>Leia também o texto do BibO sobre diaconia,<a title="Blog do Bibo" href="http://ocioteologico.blogspot.com/2010/02/igreja-como-portadora-da-diaconia.html" target="_blank"> <strong><em><span style="color: #0000ff;">clique aqui!</span></em></strong></a></p>
<hr size="1" /><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref1">[1]</a> GAEDE NETO, Rodolfo. <strong>A diaconia de Jesus: </strong>contribuição para a fundamentação teológica da diaconia na América Latina. São Leopoldo: Sinodal: Centro de Estudos Bíblicos: São Paulo: Paulus, 2001, p. 84-85.</p>
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		<title>Quem tem promessa não morre?</title>
		<link>http://formulados.com.br/v2/2010/quem-tem-promessa-nao-morre/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 17:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo_aquino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Bibo]]></category>
		<category><![CDATA[bibo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Rascunhos da Alma]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas ainda insistem no chavão: Quem tem promessa não morre. Músicas tem propagado esse desvio teológico. Trago a tona um texto de meu livro Rascunhos da Alma, onde trabalho essa idéia. Segue o texto: Quem tem promessa também morre!   “Há tempo de nascer e tempo de morrer”  É muito freqüente no meio evangélico ouvir: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As pessoas ainda insistem no chavão: Quem tem promessa não morre. Músicas tem propagado esse desvio teológico. Trago a tona um texto de meu livro Rascunhos da Alma, onde trabalho essa idéia. Segue o texto:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem tem promessa também morre! </strong> </p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Há tempo de nascer e tempo de morrer”</em> </p>
<p style="text-align: justify;">É muito freqüente no meio evangélico ouvir: “Quem tem promessa não morre!” Essa idéia virou um axioma, isto é, uma máxima que encerra uma verdade indiscutível. Tolice, pois o cotidiano revela o contrário, e torna essa proposição um chavão de pregador que não estuda as Escrituras!</p>
<p style="text-align: justify;">No dia dez de março de 2009, faleceu o missionário Alair Scheidt Junior. Ele foi fazer um concerto no forro do auditório da MEUC – Missão Evangélica União Cristã em Ijuí, e ao levar uma descarga elétrica, não resistiu. Deixou a querida Andréia e a pequena Bia.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn1">[1]</a></p>
<p style="text-align: justify;">Estudei com o Junior na Faculdade Luterana de Teologia. Lembro-me que fiquei surpreso ao ouvir que ele deixou um bom emprego em Blumenau para se dedicar ao estudo e se preparar o ministério. Era um jovem muito prático e que sempre valorizou o trabalho com jovens, essa era a sua marca! Junior com muito esforço passou por todas as matérias ao longo dos quatro anos do curso e foi fazer o que sabia fazer de melhor, liderar e motivar jovens a servirem a Jesus. Nesse período em SBS, não ficou só na teoria, trabalhou com os jovens locais, foi amigo da galera e sua casa sempre estava cheia, era ponto de encontro para conversar, tomar tererê, jogar Uno, comungar a fé, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Com toda certeza Junior tinha promessas de Deus, digo com toda certeza, porque sua vida dava frutos, e isso é prova de que ele estava ligado em Cristo. Entregou sua vida e sua família a causa do Reino. Mesmo assim, dormiu no Senhor. Existe uma explicação para isso?</p>
<p style="text-align: justify;">Fato é que, diariamente cristãos morrem, sofrem atrocidades, descobrem cânceres, vivem o mal de cada dia. O que alimenta o discurso triunfalista é que Deus quando quer, intervém, como aconteceu na vida do jovem Jaison Batista, que depois de um acidente de carro, tinha 1% de chance de voltar à vida, e se voltasse, tudo indicaria que ficaria com graves seqüelas. Jaison se recuperou milagrosamente, hoje caminha, fala, raciocina e testemunha do que Deus fez, e até o momento em que escrevo essas linhas, nenhuma seqüela foi diagnosticada.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual critério Deus usa para agir ou não agir? Será que ele utiliza algum critério? Como explicar que alguns irmãos são recuperados e outros recolhidos? Eu não sei a resposta, alguém sabe? De uma coisa tenho certeza, e escrevi isso no texto acima, Deus é nosso parceiro na construção da história, e com lamenta quando um filho seu é fruto de uma fatalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A nós que ficamos aqui, na sala de espera (?), resta-nos orar pelos enlutados, acolher o órfão e a viúva e simplesmente viver, afinal, a morte é parada certa nessa viagem terrestre. Depois dela, Deus será tudo em todos. Aleluia! </p>
<p style="text-align: justify;">“Assim, atribulações e dúvidas não precisam necessariamente fazer a pessoa abandonar a sua fé, mas podem ser expressas dentro do âmbito da fé”.<a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftn2">[2]</a> </p>
<p style="text-align: justify;">Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.&#8221; João 11.25</p>
<p> </p>
<hr size="1" /><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref1">[1]</a> Disponível em: &lt;http://www.sejameuc.com.br/novo/noticias.php?codigo=66&gt; Acesso em 10 de mar de 2009.</p>
<p><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-includes/js/tinymce/plugins/paste/pasteword.htm?ver=327-1235#_ftnref2">[2]</a> SCHMIDT, W. H. <strong>A fé no Antigo Testamento. </strong>São Leopoldo: Sinodal. 2002. p. 359</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/home.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-3657" title="home" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/07/home-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Roteiro da Série Plenitude dos Tempos</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 21:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo_aquino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[MAC]]></category>
		<category><![CDATA[Plenitude dos Tempos]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse post acompanhe o roteiro utilizado na série PLENITUDE DOS TEMPOS. OUÇA OS PODCAST`S....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Abaixo vcs podem conferir os roteiro utilizado pelo nosso amigo @Mac_Mau que está conduzindo a série Plenitude dos Tempos. Ouça o programa junto com o roteiro, fica show de bola.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SÉRIE PLENITUDE DOS TEMPOS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Definir o termo &#8220;Escatologia&#8221;: grego &#8220;<em>eschatos</em>&#8220;, significa &#8220;último&#8221;. Ou seja, estudo das últimas coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Definir o termo &#8220;Apocalipse&#8221;: grego &#8220;<em>apokalupsis</em>&#8220;, significa &#8220;revelação&#8221;, &#8220;desvendar&#8221;. </p>
<p style="text-align: justify;"> Data: Mais provável que tenha sido na última parte do reinado de Domiciano (81-96 d.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">Autoria: Provavelmente João, o Apóstolo, o mesmo do Evangelho e das três Epístolas.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><span style="text-decoration: underline;">Propósito do livro do Apocalipse:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong>Confortar os cristãos, sobretudo os do primeiro século (contexto de perseguição);</p>
<p style="text-align: justify;"> Primeiramente enviado as sete igrejas (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, Laodicéia).</p>
<p style="text-align: justify;">O problema da adoração ao imperador no primeiro século. Um dos principais motivos de perseguição.</p>
<p style="text-align: justify;"> - Deus consola em meio ao sofrimento (Ap 7:14-17);</p>
<p style="text-align: justify;">- Deus ouve e responde às orações da Igreja sofredora (Ap 8:3-5);</p>
<p style="text-align: justify;">- Cristo voltará novamente para buscar sua Igreja para habitar nos novos céus e nova terra (Ap 22:1-5)</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><span style="text-decoration: underline;">Tema do livro do Apocalipse:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Vitória da Igreja e de Cristo e de sua Igreja sobre o mal (Satanás e seus agentes);</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">Ap 17.14</span>: <em>&#8220;</em><em>Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.</em><em>&#8220;</em></p>
<p style="text-align: justify;"> A mensagem é de estímulo, assegurando-lhes que os inimigos seriam destruídos e que no final Deus triunfaria.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><span style="text-decoration: underline;">A quem o livro é dirigido:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> a) Aos cristãos do primeiro século;</p>
<p style="text-align: justify;">b) Aos cristãos de todas as épocas e lugares;</p>
<p style="text-align: justify;">- Os crentes de hoje sofrem perseguição como na época de João;</p>
<p style="text-align: justify;">- As predições do livro dizem respeito a acontecimentos e princípios gerais, entre a primeira e segunda vinda de Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">- As igrejas (caps. 2 e 3) são 7, número da perfeição. A igreja como um todo está em pauta.</p>
<p style="text-align: justify;">- Todos os leitores do livro são declarados bem-aventurados (Ap 1:3). O autor se refere a &#8220;<em>todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro</em>&#8221; (Ap 22:18).</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><span style="text-decoration: underline;">Aplicação da escatologia na vida cristã:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Desperta no cristão a realidade da eternidade;</p>
<p style="text-align: justify;">- Criar um estilo de vida de desapego ao material, mas usando o material para a glória de Deus;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Lc 16.11</em>: <em>&#8220;</em><em>Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?</em><em>&#8220;</em> (NVI)</p>
<p style="text-align: justify;">- Desperta um senso de urgência para o evangelismo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Faz-nos mais conscientes de realidades como o inferno e o juízo de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">- Traz conforto para o cristão, a medida que ele percebe no Apocalipse que a história está nas mãos do Deus vivo e poderoso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As quatro principais linhas de interpretação (ferramentas hermenêuticas)</strong></p>
<ul>
<li>Futurista;</li>
</ul>
<p>- Os eventos do apocalipse, em grande parte, não foram cumpridos;</p>
<p>- Os capítulos 4 à 22 se realizam no fim dos tempos;</p>
<p>- Os acontecimentos entre os capítulos 4 e 19 tem lugar dentro do breve espaço de sete anos. Período de tribulação como sendo do da septuagésima semana de Daniel 9:24-27.</p>
<p>- É uma interpretação basicamente literalista. Por exemplo: Os números tem apenas valor matemático; As duas testemunhas (Ap 11) referem-se  a dois grandes profetas do A.T. (Moisés e Elias). </p>
<ul>
<li>Preterista;- Entende que os acontecimentos do Apocalipse em grande parte foram cumpridos nos primeiros séculos da era cristã;</li>
</ul>
<p>- Data não só os acontecimentos do livro no tempo de Nero (54-68) ou Vespasiano (69-79), como também o fato de que o próprio livro seja da mesma época;</p>
<p>- O preterismo moderno diz que o Apocalipse foca amplamente em Israel e Jerusalém (Ap 17, a &#8220;grande Babilônia&#8221;); </p>
<ul>
<li>Historicista;</li>
</ul>
<p>- Encara os eventos do Apocalipse como um desdobramento no curso da história e/ou como uma predição da história eclesiástica;</p>
<p>- Os eventos ainda eram futuros na ocasião em que o Apocalipse foi escrito, mas que para nós já ocorreram na história da igreja.</p>
<p>- Pode fazer alusão e inúmeros acontecimentos:</p>
<ol>
<li>Invasões bárbaras;</li>
<li>Surgimento e expansão do Islã;</li>
<li>As pestes na Europa Medieval;</li>
<li>Reforma Protestante;</li>
<li>Revolução Francesa;</li>
<li>Possivelmente as grandes guerras do século XX.</li>
</ol>
<p>- Na época da Reforma Protestante, o historicismo identificava a besta com o papado e o falso profeta com a igreja romana;</p>
<p>- Os Adventistas do Sétimo são adeptos dessa linha interpretativa. </p>
<ul>
<li>Idealista;</li>
</ul>
<p>- O Apocalipse relata eventos e princípios inerentes a todas as épocas entre a primeira e segunda vinda de Cristo.</p>
<p>- A pergunta que se faz não é &#8220;quando?&#8221;, mas &#8220;o quê?&#8221;.</p>
<p> <strong>As quatro correntes (sistemas) escatológicas (a questão do milênio)</strong></p>
<ul>
<li>Pré-milenismo clássico;</li>
</ul>
<p>- Interpretação <span style="text-decoration: underline;">futurista</span>;</p>
<p>- O milênio é inaugurado após a segunda vinda de Cristo e antes da consumação final (novos céus e nova terra);</p>
<p>- No milênio não haverá distinção entre Israel e a Igreja e Cristo governará pessoalmente na terra o seu povo que será composto por todos o salvos de todas as eras;</p>
<p>- Israel é a Igreja do A.T., e a Igreja do N.T. é o Israel de Deus (Mt 21:43; 1Pe 2:9; Ap 1:6; Gl 3:28,29; 6:16);</p>
<p>- Proponentes históricos: Papias, Irineu, Justino Mártir, Tertuliano, etc.</p>
<p>- Perdeu força no século IV e voltou após a Reforma.</p>
<p>- Proponentes modernos: George Ladd, Millard Erickson, </p>
<ul>
<li>Pré-milenismo dispensacionalista;</li>
</ul>
<p>- Considera o milênio como sendo a última das sete dispensações (Inocência, Consciência, Governo Humano, Promessa, Lei, Graça, <strong>Reino</strong>);</p>
<p>- Faz distinção entre Israel e Igreja;</p>
<p>- O milênio será um período de paz e justiça. Jesus reinará na terra e estabelecerá um reino judaico, no qual Davi será co-regente;</p>
<p>- O reino milenial será implementado de forma súbita e com poder;</p>
<p>- O tabernáculo de Davi será restaurado assim como o sistema sacrificial do A.T.;</p>
<p>- Proponentes modernos: J.N. Darby (1800-1882), D.L. Moody (1837-1899), C.I. Scofield (1843-1921), etc. </p>
<ul>
<li>Pós-milenismo;</li>
</ul>
<p>- Interpretação <span style="text-decoration: underline;">preterista</span> (as profecias da tribulação acontecem no primeiro século);</p>
<p>- Afirma que gradativamente a proclamação do Evangelho ganhará a maioria das pessoas para Cristo;</p>
<p>- Teonomistas ou Reconstrucionistas (retorno às leis do A.T. como resultado da dispersão do evangelho);</p>
<p>- O reino de Deus é uma realidade presente e em desenvolvimento;</p>
<p>- O milênio será inaugurado de forma gradual, e difere apenas quantitativamente do que vem antes;</p>
<ol>
<li>O número 1000 é simbólico;</li>
<li>O aprisionamento de Satanás se dá no primeiro advento (Mt 12:28-29);</li>
<li>Ap 20 é a única passagem da Bíblia que associa o período de 1000 anos com o reino de Cristo;</li>
</ol>
<p>- Cristo retorna após o milênio, depois que Satanás for solto por um breve período de tempo;</p>
<p>- Proponentes históricos: Ticonius (aprox 400), Atanásio (296-372), etc.</p>
<p>- Proponentes pós-Reforma: João Calvino (1509-1564), John Owen (1616-1683);</p>
<p>- Proponentes modernos: Jonathan Edwards (1703-1758), Charles Hodge (1797-1878), B.B. Warfield (1851-1921), etc. </p>
<ul>
<li>Amilenismo;</li>
</ul>
<p>- Interpretação <span style="text-decoration: underline;">idealista</span>;- Crê que o milênio refere-se a toda era da igreja entre a primeira e segunda vinda de Cristo (Também é um estado de bem-aventurança dos santos no céu);</p>
<p>- Cristo já reina soberano a direito do Pai;</p>
<p>- Satanás não está completamente preso, mas somente para não enganar as nações (Ap: 20:3, Mt 12:28-29);</p>
<p>- Todos os eventos ocorrerão no fim (ressurreição, bodas do Cordeiro, julgamento, etc);</p>
<p>- Após o término do milênio e a consumação de todas as coisas, dá-se início ao novos céus e nova terra (Is 65:17; 66:22; 2Pe 3:13; Ap 21:1);</p>
<p>- Paralelismo Progressivo (não vê o Apocalipse numa ordem cronológica, mas em sete seções que correm paralelas entre si e que a cada seção algo novo é revelado e/ou mostrado de outro ponto de vista);</p>
<ol>
<li>Cristo no meio dos sete candeeiros de ouro (1-3).</li>
<li>O livro com os sete selos (4-7).</li>
<li>As sete trombetas de juízo (8-11).</li>
<li>A mulher e o filho perseguidos pelo dragão e seus auxiliares (a besta e a prostituta) (12-14).</li>
<li>As sete taças de ira (15,16).</li>
<li>A queda da grande prostituta e das bestas (17-19).</li>
<li>O julgamento do dragão (Satanás) seguido pelo novo céu e nova terra, a Nova Jerusalém (20-22).</li>
</ol>
<p>- Proponentes históricos: Orígenes (185-254), Agostinho (354-430), Eusébio de Cesaréia (260-340),etc.</p>
<p>- Proponentes pós-Reforma: Martinho Lutero (1483-1546), Philipp Melancthon (1497-1560), etc</p>
<p>- Proponentes modernos: William Hendriksen (1900-1982), Anthony A. Hoekema (1913-1988), Augustus Nicodemus, etc. </p>
<p><strong>Os profetas do A.T. e o Apocalipse</strong> </p>
<p>- Os profetas do A.T. já mencionavam a realidade da eternidade (novos céus e nova terra &#8211; Is 65:17; 66:22; Ap 21:1);</p>
<p>- João emprega termos veterotestamentários no Apocalipse:</p>
<ol>
<li>Gogue e Magogue (Ez 38; Ap 20:8);</li>
<li>Rio puro da água da vida (Ez 47:1-8; Ap 22:1,2);</li>
<li>Seres viventes (Ez 1:5-14; 10:9-17; Ap 4:6-9);</li>
<li>A besta (Dn 7; Ap 11:7; 13:1-18, etc); </li>
</ol>
<p><strong>O estabelecimento do estado de Israel em 14 de maio de 1948 é o cumprimento da profecia?</strong></p>
<p>- As profecias veterotestamentárias sobre a restauração de Israel não se aplicam a esse povo no futuro, mas já se cumpriram em seu retorno após o exílio Babilônico-Assírio (Dt 30:1-10; 1Rs 8:46-52; Jr 18:5-10; 29:12-14; Ez 36.33; Os 11:10);</p>
<p>- Para que houvesse um retorno, era necessário arrependimento. Vemos isso acontecendo em passagens como Daniel 9:1,2,5,6; Esdras 3:5,10,11; 6:16:22; 7:10; 8:35; 10:11,12; Neemias 1:4-11; Ageu 1:12,13, etc;<strong> </strong></p>
<p><strong>70 semanas de Daniel 9</strong></p>
<p>- 70 semanas de Daniel 9:24-27. Para que foram decretadas? &#8220;<em>Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.</em>&#8221; (Dn 9:24);</p>
<p>- Estes seis resultados precisam ser obtidos antes antes que terminem as 70 semanas;</p>
<p>- Cristo é o personagem principal no texto;</p>
<p>- O desolador (fim do vs. 27) é possivelmente Tito, quando do episódio da destruição do templo (70 d.C.);</p>
<p>- É injustificável a separação da 69ª e 70ª semana por um longo período de tempo (era da Igreja);</p>
<p>- Não há quebra de continuidade entre as primeiras 7 semanas e as 62 seguintes;</p>
<p>- As 70 semanas podem não ser necessariamente &#8220;semanas de anos&#8221;, mas &#8220;<em>uma designação propositadamente indefinida de um período de tempo medido pelo número 7, cuja duração cronológica tem de ser determinado sobre outras bases</em>&#8220;, conforme sugere Keil.</p>
<p><strong>A ressurreição dos mortos.</strong></p>
<p>- Há uma intenção da parte de Deus que toda a sua criação participe da consumação de todas as coisas, não somente o &#8220;espiritual&#8221;;</p>
<p>- A ressurreição é necessária para o juízo/julgamento de Deus, e este juízo é único (não dividido em dois ou mais eventos. Logo, não pode haver várias ressurreições porque só há um único evento de julgamento (Dn 12:2; Mt 25:31-33; Jo 5:28,29; 6:39; At 24:15; 1Co 15:21-24; 1Ts 4:16);</p>
<p>- Há um contraste entre o corpo atual e o corpo ressurreto. O primeiro é corruptível, o segundo é glorificado (1Co 15:35-49).</p>
<p> <strong>O arrebatamento.</strong></p>
<p>- Ao contrário do que muitos pensam, a segunda vinda de Cristo não será secreta (1Ts 4:16; Ap 1:7);</p>
<p>- Será apenas uma segunda vinda, e não várias (Jo 14:1-3);</p>
<p>- O arrebatamento será tanto &#8220;para&#8221; quanto &#8220;com&#8221; os santos, mas o &#8220;com&#8221; precede o &#8220;para&#8221; (1Ts 3:13; 4:14-17);</p>
<p>- Tanto os que ainda estiverem vivos como os que foram ressuscitados serão arrebatados;</p>
<p>- O arrebatamento não será sob o ponto de vista das bodas de sete anos, mas sim &#8220;para sempre&#8221; (1Ts 4:17b).</p>
<p> <strong>Considerações finais:</strong></p>
<p>- Esperança renovada sobre a segunda vinda de Cristo;</p>
<p>- Para o cristão, a morte deve ser encarada não como o fim, mas como o começo de toda uma eternidade com Cristo;</p>
<p>- Lembremo-nos que estaremos com Ele não mais afetados pelo pecado, mas sim na plenitude glorificada de toda a criação;</p>
<p>- Que o cristão tenha a sua &#8220;vigilância&#8221; estimulada e que esteja sempre de prontidão, vivendo em santidade, para que quando chegar o último dia não seja pego de surpresa.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/06/imagemninja.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-3690" title="imagemninja" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/06/imagemninja-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
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		<title>Se eu fosse mais velho! (Ricardo Gondim)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 13:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitor_hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vitor Hugo]]></category>

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		<description><![CDATA[Não canso de ler este texto de Ricardo Gondim. Na verdade, o tenho gravado em meu coração. Desejo decorá-lo e esmiuçá-lo em minha vida. De todos os conselhos que já ouvi, considero estes uns dos mais valiosos. O texto estará dividido em dua partes; segue a primeira. Boa leitura!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/06/821c3f3001e79970fc6477209d71d1f428758c05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3548" title="821c3f3001e79970fc6477209d71d1f428758c05" src="http://formulados.com.br/v2/wp-content/uploads/2010/06/821c3f3001e79970fc6477209d71d1f428758c05.jpg" alt="" width="222" height="299" /></a>Não canso de ler este texto de Ricardo Gondim. Na verdade, o tenho gravado em meu coração. Desejo decorá-lo e esmiuçá-lo em minha vida. De todos os conselhos que já ouvi, considero estes uns dos mais valiosos. O texto estará dividido em dua partes; segue a primeira. Boa leitura!</span></p>
<p style="text-align: justify;">Não estou com pressa de envelhecer. Meu pai padece há anos de uma doença que lhe deixou senil e caquético. A velhice me intimida. Sei que na terceira idade não só perderei a impetuosidade típica dos jovens, como me tornarei mais vulnerável às doenças degenerativas. Mesmo assim espero pelos meus dias de ancião, porque só os velhos podem dizer coisas proibidas aos jovens. Estou ansioso para que chegue o tempo de poder dizê-las.</p>
<p>Se eu fosse mais velho.</p>
<p>Eu diria aos mais jovens que desistam do sonho de galgarem a fama em nome de Deus. Contaria que já presenciei o desespero de alguns, almejando se destacarem como referenciais de sua geração para depois descerem do trem fatigados e destruídos pelo ônus da fama. Descreveria os bastidores da algumas “grandes” agências evangelísticas e de outras para-eclesiásticas e como me enojei com a petulância de alguns evangelistas famosos. Falaria de minhas lágrimas, quando um deles afirmou que passaria por cima de qualquer pessoa desde que conseguisse estabelecer o que chamou de “reino de Deus”. Incentivaria os jovens a buscarem uma vida discreta sem o glamour do mundo, que preferissem a senda do Calvário. Pediria que optassem por beber o cálice do Senhor a desejarem os loiros da glória humana.</p>
<p>Se eu fosse mais velho.</p>
<p>Eu diria aos mais jovens que ambicionam subir os degraus denominacionais, que eles perigam chegar no topo sem alma. Narraria os conchavos da política eclesiástica como ridículos e fúteis. Candidamente, contaria casos de traição, logro e delação nas reuniões secretas de algumas cúpulas religiosas. Pediria para fugirem da ganância pela autoridade institucional. Ensinaria a desejarem autoridade espiritual, que não vem de negociatas, mas de uma vida piedosa e íntima com Deus.</p>
<p>Se eu fosse mais velho.</p>
<p>Diria aos mais jovens que não se iludissem com o academicismo. Eu lhes revelaria como alguns acadêmicos usam da sua erudição para se esconderem de Deus. Não teria medo de mostrar que muita bibliografia citada em rodapés, vem da uma vaidade boba. Algumas pessoas buscam se mostrar mais cultas do que na verdade são. Diria que certos eruditos são pessoas insuportáveis no contacto pessoal e que eles também padecem dos mesmos males que todos nós: intolerância, indiferença e muita, muita soberba. Contudo, eu lhes pediria para serem amigos dos livros. Pediria que lessem muito e diversificadamente; que usassem o conselho de Tiago na busca da sabedoria: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. A Sabedoria, porém, lá do alto, é primeiramente pura; depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”. (Tg 3.13,17).</p>
<p>Se eu fosse mais velho.</p>
<p>Eu diria aos mais jovens que tomassem muito cuidado para não gastarem todas as suas energias nos primeiros anos de ministério. Exortaria, ilustrando o serviço a Deus como uma maratona e que não adianta se apressar nos primeiros anos. Relataria os exemplos de tantos que se arrebentaram antes da linha de chegada. Quantos pastores destruíram suas famílias e filhos no afã de serem úteis e produtivos! Quando chegaram os anos da meia idade, já se encontravam estressados e cansados! Falaria daquele dia em que o meu semblante descaiu ao ouvir um pastor dizer que só não saía do ministério porque, já muito velho, não sabia como retornar ao mercado de trabalho. Pediria que não perdessem a oportunidade de passear com os filhos no parque, de lerem livros que não fossem úteis ao ministério, de curtirem a sua mulher e de praticarem algum esporte. Eu lhes pregaria um sermão baseado em Mateus 16.26 e explicaria que, para Jesus, perder a alma tem um sentido mais amplo do que simplesmente morrer e ir para o inferno. Basearia minha mensagem na afirmação de que é possível, pastor ou evangelista, ganhar o mundo inteiro e acabar perdendo os afetos do cônjuge, os sentimentos dos filhos e dos amigos, a auto-estima, o sorriso, a capacidade de amar poesia e de cantar canções de ninar. Enfim, perder a alma!</p>
<p style="text-align: justify;">Continua&#8230;</p>
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